PROCURA-SE COLUNISTAS

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O blog Vigor Frágil vem crescendo cada vez mais e sinto que não estamos dando conta de atender a demanda dos nossos leitores. Então, pra quem gosta e SABE escrever BEM, tem oportunidade por aí! Quero abrir, pra vocês que gostam desse mundo de blog e social media e, que querem se comprometer com os leitores, criando conteúdo semanalmente (não necessariamente a mesma pessoa postar toda semana, acalmem-se), para se juntar a nossa equipe. Infelizmente, não é remunerado, porque somos pobrinhos mesmo, na verdade, eu só tenho despesas pra manter o blog, então é tudo uma questão de amor e experiência.

TEMAS SOBRE O QUE VOCÊ PODE SE INSCREVER:

– Relacionamento
– Pensamentos/Desabafos
– Superação
– Contos e Crônicas
– Séries/Filmes
– Livros/Frases
– Música/Universo Pop
– Moda
– Decoração
– Fotografia
Feminismo

Escolha a que você mais gosta (pode ser mais de uma categoria, pois se não for selecionado em uma, pode ser em outra) e me envie um email no endereço: colunistasvigorfragil@gmail.com ou vigorfragil@gmail.com  preenchendo os seguintes requisitos:

– Seu nome, idade, se estuda (qual ano/curso)/trabalha, se tem blog (deixa o link pra eu dar uma visitada, tá?), e se pode escrever pro blog duas vezes por mês, pelo menos!

– Coloque no assunto do email qual categoria você escolheu (categorias diferentes, emails diferentes).

– E O MAIS IMPORTANTE: coloquem em anexo (ou no corpo do email mesmo) dois exemplos de posts (como se você já fosse uma colunista e estivesse postando no blog) que você faria do tema escolhido. Isso será primordial para que eu veja sua linguagem, seu jeito, e se encaixa com o jeitinho do blog!

O PRAZO É ATÉ 30 DE MAIO!!!

O RESULTADO SAI 02 DE JUNHO!!!

Fonte: Isabela Freitas

Pra me desintoxicar de você

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Vou parar. Parar de tentar, de sonhar, de imaginar. Quero sair desse abismo maluco em que você me jogou. Quero minha paz de volta, aquela que foi embora com a violência dessa paixão. Vou parar de lembrar dos seus beijos e dos seus sorrisos. Vou apagar da minha mente o som da sua voz. O aconchego do seu abraço. Vou apagar todo esse filme que a cada vez que rebobina me faz apaixonar mais uma vez.

Eu pensei, por um momento, que era recíproco. Eu sonhei. Eu me joguei. Eu caí. Me machuquei. Planejei viver num futuro quando eu já havia te perdido no presente. Mas sei que não aprendi.

Saudades de você. Sentimento chato que rodeia minha vida todos os dias. Sinto falta dos seus olhos perdidos em mim. E daquela sua blusa branca com uma estampa engraçada. Do seu cabelo desgrenhado e da sua barba mal feita. Fazer o que com todas essas lembranças?

As estações vão mudar, o sentimento vai se renovar. Eu vou fazer novas tatuagens, pintar meu cabelo. Você vai procurar algum outro lugar longe de mim pra morar. Feito arranhão, sua marca vai demorar a sair de mim. E eu vou chorar. Vou escutar nossa música, escrever e ver um filme triste. Eu vou deixar cicatrizar. Eu não vou arrancar a casquinha. Porque eu sei que se eu fizer isso, sua ferida nunca vai desaparecer.

Pra falar a verdade, eu já to cansada de escrever textos sobre essa história fracassada e trágica. Eu não aguento mais. Mas é a forma que dá pra te tirar de dentro de mim. Quero pegar teus vestígios e passar pro papel, quero tirar de mim. Eu não quero mais. 

Cansei de te ligar, de te escrever, de te desejar. Cansei de te idealizar, de te esperar. No fundo eu sei. Sei que aquele beijo nunca mais vai ser meu, que aquela viagem nunca vai acontecer e que hoje em dia você planeja isso com outra pessoa. 

Sei também que vou te esquecer algum dia. Que vai passar um tempo, minha pele vai se renovar e vai ser como se você nunca tivesse encostado nela um dia. Algum dia, não haverá mais nenhum vestígio seu em mim. E eu vou seguir meu caminho, pra me desintoxicar de você.

Me recuso a ser a mesma

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Não consigo acreditar que janeiro já foi. Ontem — não necessariamente ontem, você me entende — era dezembro e eu tinha vários planos para o ano de 2016 e todos com um pontapé inicial no primeiro mês. Porém, hoje já são 19 de maio. Que lástima!

Só me restam sete meses e digo “só” porque me conheço. Sou mestre na arte da passividade. Procrastinar então, nem te conto.

Respirei fundo, olhei no espelho e disse: “Vai dar tudo certo. Calma, relaxa, você vai mudar. Você prometeu e dessa vez tem que ser diferente.”. E tem mesmo que ser diferente. Já estou nesse desamino há décadas.

Todos os dias, ao acordar, nunca tenho o que fazer. Então eu fico naquela rotina totalmente cansável. Acorda, come, assiste, come de novo, assiste, dorme, acorda, come e se deixar eu permaneço nisso eternamente. Tudo é muito automático e não precisa de muito esforço. De vez em quando deito no sofá e tenho uns diálogos comigo mesma. Como posso viver esperando sempre a próxima sexta, o próximo feriado, final do mês, a próxima virada do ano?

Poxa! Sou jovem, tenho que fazer algo para mudar, dar um jeito, tomar uma decisão acertada e sair dessa rotina desnecessária que só acaba comigo. Não dá para viver como se estivéssemos esperando somente o bonde da morte passar para pegarmos carona. Existem possibilidades infinitas para vivermos. Quem sabe contar minha história em um livro, gravar um vídeo contando experiências fracassadas, ir visitar parentes que moram longe, — aquela tia que está na foto do seu aniversário de um ano lhe segurando no colo e que você nunca mais viu, mas sua mãe insiste em dizer que ela é importante — ir a um orfanato e levar presentes. Melhor ainda, levar presença. Arrecadar roupas na vizinhança e fazer uma surpresa aquele abrigo que tem em nossa cidade. Ir a um asilo e ficar uma tarde escutando histórias das pessoas que estão ali, muita das vezes abandonadas.

Sei bem que não é de uma hora para outra que tudo isso vai acontecer, mas também sei que ficar esperando a vontade aparecer é uma cilada. Ela nunca aparece. Preciso dar o primeiro passo e buscar lá do fundo aquela coragem de querer viver tudo o que a vida pode me proporcionar. Existem histórias magníficas esperando para serem vividas por mim. O dia já está lá fora gritando e ele não espera.

Enquanto a contagem regressiva para o ano de 2016 findava eu fechei os olhos e orava muito. Não queria passar esse novo ano ansiando pelo seu fim. Mesmo com os anos acelerados do jeito que estão, quero ter a calma de saber aproveitar cada instante. E é por isso que eu me recuso a ser a mesma.

Vou me levantar, respirar fundo e tentar de novo, e de novo, e de novo. Porque viver todos os anos de forma igual não tem mais graça. Não dá pra ficar reclamando que é só tapa na cara. Tem que ter algo a mais, sempre tem!

A partir de agora é mudança e essa garota que vocês acabaram de conhecer não vai existir mais. E vou começar mudando minha playlist, ouvir umas músicas mais animadas e assistir novos filmes, chega de romance.

E tem mais. Vou descobrir o que eu, ou melhor, a minha nova versão, precisa fazer pra chegar mais perto dos meus sonhos, das minhas realizações e o que eu preciso para ser mais feliz. Eu convido você. E ai, será que topa vim comigo?

O DIA EM QUE SAÍ DE CASA SEM SUTIÃ

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Foi bem assim que eu saí! E aí, qual sua opinião? Aproveita e me segue no Instagram!

Hoje eu saí de casa sem sutiã.
A minha cidade natal é interior do interior.
Precisei ir ao centro e você precisa entender que a vida se concentra no centro da cidade.
Lojas, escritórios, teatros, lanchonetes, cartórios, é o elo que liga algumas escolas aos bairros e etc.

A forma como as pessoas me olhavam, foi bizarra.
Eu estava me sentindo absolutamente confortável.
Blusa de frio e sem sutiã.
Nada de malha.
E nem se fosse.

Algumas garotas me olhavam, cutucavam a colega e soltavam risadinhas.
Outras se sentiam indignadas e me olhavam com muito julgamento.
Os homens tinham olhares nojentos.
Pareciam que nunca tinham visto seios por cima de uma blusa.
Imagina esses pobres coitados olhando um seio grande (os meus são pequenos) e bonito pessoalmente e sem nada pra atrapalhar?
Coitadas das mulheres que receberem esse olhar.

Eu não entendo o motivo disso chocar tanto a sociedade!
Já andei sem sutiã pelas ruas do Rio e pareceu que eu nem existia.
Era um ser humano apressado como qualquer outro.

Quando era mais nova, eu amava usar sutiã, justamente porque não tinha muito peito, mas hoje eu me sinto bem com essa parte do meu corpo, é proporcional ao resto, a quem eu sou.
Não deixei de usar sutiã pra chocar ou aparecer.
Comecei a ter incômodos que passaram a uma alergia bizarra e, agora, minha pele queima quando eu uso.

E sabe?
Eu não gosto mais de sutiã, eu não preciso dele, eu me sinto bem sem ele.
E sabe a sociedade julgadora?

FODA-SE!
É O MEU CORPO E COMO EU LIDO COM ELE!

RESENHA: Extraordinário

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SINOPSE: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

No Carnaval, é comum a gente vestir a fantasia, pintar o rosto, usar máscara. Adultos e crianças, não importa a idade. Mas e quando muito mais que uma brincadeira a máscara é usada como proteção emocional? Quis o destino que August Pullman não tivesse um rosto comum na multidão. Auggie é apenas uma criança. Com um rosto marcado por diversas cirurgias para amenizar uma deformidade.

Por conta das cirurgias, Auggie não frequentava a escola. A mãe se encarregava de sua educação e foi a grande incentivadora para que o garoto pudesse aprender mais que ela poderia ensinar. Inicialmente, o pai e o próprio Auggie foram contra a ideia. Era o medo de não ser aceito. Era a tensão de passar por situações constrangedoras ou ser vítima de bullying e preconceito. Ok, tudo isso e muito mais aconteceria durante as aulas na Beecher Prep, uma escola particular em Nova York, nos Estados Unidos.

O que faz de Auggie um garoto especial? Afinal, ele é apenas uma criança que tem uma irmã chamada Via e uma cachorrinha chamada Daisy. É louco por Star Wars. E amava um capacete de astronauta, que o acompanhou durante muito tempo no supermercado, no parquinho, todos os lugares.

“Para mim, o Halloween é a melhor festa do mundo. Melhor até que o Natal. Posso usar fantasia. Usar máscara. Posso andar por aí como qualquer outra criança fantasiada e ninguém me acha estranho. Ninguém olha para mim duas vezes. Ninguém me nota. Ninguém me reconhece.”

Auggie é grande e generoso. É extraordinário pela beleza que emana de seu interior. Pelo caráter e gentileza. Por ser e levar amor.

A história escrita por R. J. Palacio é um alento para as almas que acreditam num mundo melhor onde a aceitação e a bondade sejam premissas fundamentais na sociedade. Aos pais, cabe educar os filhos a aceitar e a respeitar as diferenças. Solidariedade, amor e humanidade só levam ao caminho do bem.

 

Sobre a culpa

CULPA

“Culpa, substantivo feminino: responsabilidade por dano, mal, desastre causado a outrem.”

Se eu soubesse antes como lidava de forma errado com ela, talvez eu tivesse tirado um proveito melhor de mim mesmo, mais cedo.

“Culpa,  do ponto de vista psicanalítico: é a frustração causada pela distância entre o que não fomos e a imagem criada pelo superego daquilo que achamos que deveríamos ter sido.”

Acho que falar sobre culpa e deixar de falar sobre felicidade, seria algo como fazer uma pizza sem molho de tomate. As duas são como irmãs briguentas vivendo dentro da nossa cabeça. Então, antes de falar sobre culpa, vamos dar uma passo atrás e falar sobre a danada da felicidade. Ela não é, ao contrário do que parece, durável. Pelo contrário, é um animal bem arrisco. A felicidade é aquele bolo gostoso que estraga depois de um tempo na geladeira, aquele café especial que esfria rápido demais, aquele abraço apertado em quem a gente gosta antes de ir embora. Sim, é assim mesmo, as vezes não dá nem tempo de tirar uma foto para colocar no Instagram.

Um dia me disseram

E isso é normal. Ninguém é feliz o tempo todo, ninguém tem o melhor emprego do mundo, ninguém está sempre saudável e ninguém tem dias de verão intermináveis. Se você é uma dessas pobres criaturas que as vezes sente-se culpado por não ser tão feliz quanto os outros, pode parar. Vou te contar um segredo, a vida deles não é tão perfeita assim. Aquela foto maravilhosa que dura alguns segundos, pode ser apenas um suspiro em um dia ruim.

A gente faz besteira o tempo todo. A gente interpreta mal, julga, derrama café na mesa e fala o que não devia falar. Mas isso também é normal. Afinal, é difícil saber o que é certo ou errado antes de tentar. Digo, não me leve ao pé da letra, matar alguém é sempre ruim, mesmo você não tendo feito isso ainda. É muito provável que você vá descobrir quem você não é, antes de quem você é.

A culpa ajuda muito pouco nesse processo. A culpa não te torna melhor, a culpa não muda sua vida. O engraçado é que a gente aprendeu isso muito bem quando era pequeno. Enfiar o dedinho na tomada não foi uma boa ideia não é? Mas tudo bem, o importante é não fazer isso de novo. Ou você acha que uma criança pequena fica duas noites sem dormir pensando no maldito momento que ela achou quer seria legal pra caramba colocar os dedos nos dois buraquinhos na parede?

Vou te falar outra coisa, que é bem ruim. Levar um choque dói só um pouquinho, mas perder algumas pessoas dói bastante. Sim, você fez algumas coisas erradas que fizeram elas irem embora. É uma droga não é? E machuca pra caramba. Mas acontece, com todo mundo, o tempo todo. Por que a gente nasce e morre aprendendo alguma coisa. Quem não percebe isso está sendo um pouco cego a respeito.

Então o que podemos fazer um a respeito?

Ser um pouco melhor todo dia, só isso. Não repetir os mesmos erros. Abraçar nossos demônios, os piores, bem forte. Vai ficar tudo bem, você não me assusta mais. Sempre há tempo de tentar de novo. Somos todos humanos quebrados, seres complicados, cada qual a sua maneira. E veja bem, existe outra coisa ainda. Talvez a culpa nem foi sua.

E o que vamos nos tornar?

Não importa o que a vida fez de você, mas o que você faz com o que a vida fez de você“. Jean Paul Sartre.

Se você não gostar de Sartre, eu tenho outra referência para você:

A cicatrizes dessa vida são parte da gente. E isso é bom. Nos faz mais empáticos, mais serenos. Não endureça demais. Não se esconda com medo de se machucar. Você vai deixar passar um monte de sentimento bons. Aproveite para ter paz quando não der certo. Afinal, acontece o tempo todo não é? Vai dar errado, muitas vezes, vamos tirar alguma coisa de bom disso.

“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo”  Winston Churchill

Existe uma falsa impressão que as pessoas acertam de primeira. Algumas pessoas só resolveram errar logo de uma vez. Tudo bem, essa primeira receita que eu fiz aqui, que parecia maravilhosa e fácil, nem o cachorro quis comer. Mas é a vida, a segunda vai ficar um pouco melhor. Nenhuma mudança acontece da noite para o dia. Também não se culpe se demorar um pouco para se encontrar. Tem gente que leva bastante tempo.

A gente só acha que sabe das coisas, não sabe porcaria nenhuma. Metade dos pensadores voltariam dos túmulos para nos dar um tampa na cara se fosse possível. Senta ali, vou te contar uma história, diriam eles.

E se no final disso tudo pouca coisa fizer sentido. Só me escuta quando eu digo: não se culpe tanto. Que tal você tentar fazer alguma coisa nova? Talvez existe algo em você que nem você conhece ainda, vai por mim!