Precisava escrever… E desabafar

“Deixa, deixa, deixa
Eu dizer o que penso dessa vida
Preciso demais desabafar”

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Foto do Pinterest (social que amo tanto quanto o twitter) que mais me representa

Há um tempo queria escrever.
Há um tempo, precisava escrever.

Talvez aqueles que acompanham o blog e a página no facebook, tenham percebido que a maioria dos textos postados nessa casinha, não são meus, são dos meus queridos colaboradores, a quem agradeço imensamente, por manterem o site com conteúdo.

Talvez você também tenha percebido que durante a semana que passou, ao invés de postar durante três vezes (que é a proposta atual: segunda, quarta e sexta) na semana, só houve um post. E eu me sinto na necessidade de explicar o motivo.

A ideia de um blog, lá nos primórdios da internet, era fazer dele um diário eletrônico e, de certa forma, foi assim que o Vigor começou. Eram relatos dos meus sentimentos, das minhas visões sobre as pessoas, as brigas e decepções, a descoberta do amor, do desamor e sobre a minha realidade nua e crua.
Minhas crises de ansiedade e depressão. Leia Mais

Amigas e namorado

“Uma lição valiosa que a vida me ensinou, é que nunca devemos deixar nossas amigas de lado por um cara. NUNCA mesmo. E se ele exigir isso, ele não é o cara certo para você.”

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Não existe mais “nós”.
Nós daquele antigo verbo eu e ele.
Mas não precisa ter pena de mim, porque eu não estou sozinha. Sempre tive minhas amigas e quando eu disse que nós terminamos, ninguém nem imagina! Elas arrumaram uma viagem, no meio do nada e, no fim de semana seguinte, nós estávamos na estrada. O bagageiro cheio de comida, repelentes, luzes, carvão e tequila. Várias tequilas.

Durante a semana que antecedeu a viagem, eu não precisei excluir você das minhas redes sociais, eu não saí por aí bebendo e beijando pessoas aleatórias na balada. Pela primeira vez, eu encarei um término de frente, de peito aberto e não fechado, cheio de muros e arames farpados.

Uma das meninas até me perguntou “como você consegue vê-lo fazendo tudo pra te atingir e não se importar?”. Na hora eu só sorri, mas eu sabia o motivo. Nós éramos melhores amigos, sabe? Não havia motivos para ódio e rancor. Vivemos juntos anos da nossa vida, realizamos sonhos, dividimos alegrias e tristezas. Na verdade, eu não conseguia entender por quê deveria haver ódios e bloqueios e desvios de calçada.

Não foi uma decisão fácil colocar um ponto final em tudo, mas foi necessário. E eu sabia que teria um chão para pisar quando nós tirássemos nossos tapetes do caminho. Sabia, acima de tudo, que haveria um caminho. E elas sempre serão o chão do meu caminho, disso eu sempre soube, nisso eu posso confiar.

Acabou, mas nós estamos felizes.
Eu. Elas. Elas e eu, juntas.
Naquele fim de semana ficamos sem celular, mas nos abastecemos de risadas. Lembramos de histórias antigas, de namoros passados e, claro, dele.
Lá pelas tantas, depois de vários drinks com tequila, óbvio que tudo o que ele e eu vivemos, veio à tona. Claro que chorei.

Terminar um namoro é arrancar uma parte de nós. É aquele corte de cabelo que pedimos dois dedos e nos tiram um palmo, é como se nos imobilizassem um braço quebrado. É frustrante, incapacitante, doloroso. Mas sabe em que eu acredito? Que cabelos crescem e braços se operam e voltam à ativa com fisioterapia. E elas? Elas são as vitaminas do meu cabelo e a fisioterapia para meu coração quebrado e imobilizado.

Quando o fim de semana acaba e a gente volta para a realidade, elas ainda estão lá. Mandam mensagens fofas, engraçadas, marcam happy hour no meio da semana, contam fofocas, reclamam da vida, aparecem na minha casa sem avisar e me pegam de pijama, fazendo com que eu assista a uma série policial com um cara gato.

Elas são não só o meu, mas o seu chão, terra, caminho, o ar que respiramos.
Uma lição valiosa que a vida me ensinou, é que nunca devemos deixar nossas amigas de lado por um cara. NUNCA mesmo. E se ele exigir isso, ele não é o cara certo para você.

Amores vêm, amores vão, amores se transformam, tudo é imperfeito,
Mas elas são imutáveis no amor e na dor.

Essa luz tão brilhante

 

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“Como é que num dia uma pessoa é um componente de decoração na casa (uma mesa bacana, talvez) e no outro passa a ser os canos, a fundação, a viga central sem a qual toda a estrutura desaba? Como é que uma estrela que mal se nota se transforma no sol?”

Adoro ler livros tristes. Mesmo! Gosto de me comover com as histórias. Derramar lágrimas. Sentir a dor do personagem. Sou doida?! Talvez. Mas gosto de vivenciar as faces do amor em seus altos e baixos.

Em “Essa luz tão brilhante”, a vida pode nos surpreender. A generosidade humana também. A amizade sem interesses. E o amor juvenil provar que pode ser forte, autêntico e intenso.

O livro de estreia de Estelle Laure, que mora no Novo México, é daqueles que nos conquista e não queremos largar até chegar a última linha.

A personagem principal é Lucille. Aos 17 anos, ela precisa enfrentar sozinha a tarefa a de cuidar da casa e de sua irmã mais nova. Aprende a se virar, arruma um emprego, dribla as perguntas na escola e os olhares curiosos na vizinhança. Lucille está só. Presenciou um surto psicótico do pai, que agrediu a mãe e logo depois foi internado. A mãe não conseguiu lidar com a situação. Viajou por dias e não mais voltou.

No pior momento de sua vida, Lucille encontra solidariedade na amizade de Eden. E descobre em seu irmão gêmeo, Digby, um amor que vai fazer seu coraçãozinho bater mais forte mesmo nos dias mais difíceis.

Lidando com o caos interior

“Tente não pensar demais.
Tente não querer controlar tudo.”

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Eu sei que você se sente perdido em relação a quase tudo, eu sei que carrega consigo quase toda a indecisão do mundo. Eu sei que te atormenta não conseguir deixar a preocupação de lado, mesmo quando se trata de coisas as quais você não pode fazer muito a respeito. Eu sei que mesmo tendo consciência de que nem tudo depende de você, não consegue deixar isso pra lá. Eu sei que a sua ansiedade não é aquela que a sociedade pensa que é. Eu sei que não está ansioso para algum acontecimento em si. Eu sei que é algo que foge do seu controle e que isso é irônico, pois controle é o que você mais quer ter. Leia Mais

Você vai sorrir de novo

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Eu sei que você tem demonstrado ser uma mulher forte, mas na verdade você se sente como uma criança perdida e com bastante medo. Sei que você tem se sufocado com as palavras não ditas e quase sempre se culpa pelos erros que cometeu. Assim como você, eu sei que a vida lá fora costuma ser dura e que muitas vezes parece que não vamos suportar. Mas fique firme, pois o Senhor tem lhe sustentado. É por causa dele que você acorda todas as manhãs. Leia Mais