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O “para sempre” sempre acaba..

 
 
É inacreditável essa nossa mania de levar a vida pensando que tudo será para sempre.
Amizades, namoros, estados de espírito…
 
Tudo se transforma, nada nesta vida tem o condão de permanecer imutável no tempo e no espaço.
Algumas coisas se transformam para crescer, se tornar mais fortes, já outras pra diminuírem e desaparecerem no tempo, se tornando uma doce lembrança do passado.
Veja bem: não é pelo fato de não durarem para sempre que são menos importantes.
Há algumas pessoas que são uma brisa em nossas vidas, elas vêm, trazem o frescor de sua presença em nossos rostos, param o tempo para acalmarem nossos corações e se vão, assim, de forma rápida e fácil.
 
As vezes é difícil vê-las sumindo, mas as melhores pessoas são aquelas que são livres, pois elas sabem que não possuem o dever de ficar, mas se decidem permanecer é porque nos desejam ao seu lado.
 
Alguns de nós tomam outros rumos na vida, mudam os objetivos e não faz mais sentido estar ao lado de algumas pessoas que não acrescentam, que apenas nos leva para baixo, então temos que partir e ir de encontro a pessoas que desejam, ao menos temporariamente, estar no mesmo lugar que nós.
 
Mas o que é a vida além de partidas e chegadas?
Não somos grandes o suficiente para todos.
Não possuímos o dom de agradar todas as pessoas para sempre e então partimos.
Partimos em busca de mais de nós e deixamos para trás quem não somos mais.
 
Ainda assim, com tantas mudanças e poucas permanências, ouso dizer que o “para sempre” existe.
Talvez não exatamente como nos ensinam nos contos de fadas, mas da maneira mais humana possível.
O “para sempre” está gravado em nossos corações, nossas almas, em cada lembrança que possuímos, naqueles momentos das inúmeras idas sem volta dolorosas, que construíram quem somos hoje.
Ao final, tudo é uma questão de ponto de vista.
 
PS: o título deste texto é o trecho da música “Por Enquanto”.

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