O dia em que te disse adeus


Em alto e bom tom, falou:
-Acabou!

Foi como uma faca entrando no coração.
Como a maior angústia que alguém já poderia ter na vida.
Ela queria, era claro, não tinha mais como voltar atrás, era essa decisão que planejou a tempos. 
Mas por que doía tanto?
Doía, porque por mais que ela soubesse que seria o melhor a fazer, que não iria mudar com uma conversa, ela o amava. E era um amor tão forte, que acabar seria a última opção. E foi, deixou a maior decisão para o final, testou a paciência, testou a melhor parte que ela tinha. 
Não deu. 
Era o fim.
Era o fim de uma história, era o fim de anos de convivência. Mas não era o fim de um amor.


Um término nunca é o fim de um amor.
“Se alguém não te procura não sente sua falta.”
Isso é a maior mentira.

A saudade corroía por dentro todos os dias, tentava inventar desculpas para falar, para ir atrás. Mas o amor próprio gritou alto, alto para que ela pudesse tirar a emoção do meio e ouvir a razão.
Ela sabia que podia ser feliz novamente, a vida não acabou ali. 

Vira santa, vira mulher da vida. Vira amiga, vira inimiga. Vira carioca, vira nordestina. Mas sabe de uma coisa? Se vira! 

Se vira porque você consegue viver sem qualquer pessoa do mundo, você não consegue viver sem você! Sem a sua essência, sem o seu verdadeiro eu.
Mesmo que o amor tenha deixado marcas. 
Tudo cicatriza. 
Seu amor próprio é o único que não pode morrer! 

Por: Giovana Vitória

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