Contos e Crônicas Não categorizado

Sua história contada por mim: 02

Quando li esta história, achei que era mais um desabafo normal sobre relacionamentos, o que não deixa de ser. Mas como disse a protagonista, é uma novela mexicana, com reviravoltas e uma história de superação.
Desta vez, não contei a história como da outra vez. 
Peguei a história da A., e reproduzi o email que ela me enviou, porém organizando tudo em datas, para que vocês tenham a noção de quanto tempo toda essa história levou. Mas a A. superou!
Ela passou por momentos bons e ruins, até um vestígio de abuso eu vi, mas ela nunca desistiu de tentar, se esforçou ao máximo para seguir em frente, mas vou parar e deixar que vocês leiam!

PS: a protagonista deste desabafo autorizou ter sua história publicada.
PS¹: todos os nomes foram trocados para preservar as identidades.

PS²: gente, eu leio e respondo todo mundo, okay? Mesmo que não saiba o que falar, sempre respondo.

Agora chega de blá, blá, blá e vamos a história!
 
“Mas então, vou desabafar aqui, sei que talvez você nem chegue a ler essa publicação, mas é uma verdadeira novela Rs. 


2009/2010/2011

Em 2009 eu me apaixonei pelo João., e só ficamos juntos em março de 2010. Mas éramos bons amigos, ele era o meu melhor amigo, ficávamos horas e horas no msn, telefone e orkut. Mas ele sempre foi uma pessoa que queria ter a razão de tudo, ele era o tal, mas pra mim, ele era mesmo. Um príncipe! Ele era o menino dos meus olhos, era Deus no céu e ele na terra, eu era uma menina de 16 anos completamente, absurdamente apaixonada.
Chegou em dezembro de 2010 e terminamos, paramos de ficar, mas continuamos com a amizade.
Fiquei mal por semanas, só sabia chorar, mas precisava mantê-lo em minha vida, mesmo que fosse só amizade, só a presença dele me deixava feliz, leve. Com o passar dos meses, eu fui me adaptando a isso, e comecei a ficar com outra pessoa, durou pouco, não conseguia me apegar a outro. E comecei a ir em baladas, conhecer gente nova, fui tentar ser feliz, e de fato, eu em momentos consegui, conheci muita gente bacana, conheci caras sensacionais…

2012


Mas, o João, sempre em minha vida, sempre dando uma de amigo, puxando assunto e etc.. assim realmente não dava para seguir em frente, ai acabei desistindo.
Fui curtir a vida, mas o pensamento era o mesmo, e os sentimentos também. Chegou em 2012, e ele cada vez mais próximo, até que ele tocou no assunto de “ficar juntos de novo”.. ai pensei “o queeeeeeeeeeeeeeeeeee???? WTF?”.
Fiquei super feliz, óbvio, mas ao mesmo tempo não queria ficar com ele, e fiz um leve doce, ele marcava pra vim me ver, e eu falava que ia sair, mesmo ficando em casa, e fiz isso durante uns 2 ou 3 meses, até que discutimos e resolvemos nos encontrar para resolver as coisas, e decidimos namorar.
“ÓTIMOOO! MARAVILHA”, pensei “eu tô com o amor da minha vidaa!!”.
Inocência a minha!
Brigas toda semana, por motivos do passado, basicamente pq eu já tinha dado para outros caras além dele… e eu vivia pedindo desculpas pelo que eu fiz quando estava SOLTEIRAAAAAAAAAAAAAA!
Acredita nisso? POIS É!

Mas preferia pedir desculpas e aguentar as coisas quieta, pra não correr o risco dele querer terminar comigo, de novo. Até que ele começou a ficar arredio, nós mal nos tocávamos, a gente simplesmente não tinha mais assuntos, ideias, amor e cumplicidade para trocar, e percebi que o amor que sustentava aquela relação fadada ao fracasso, era o meu. Porque o dele não existia mais, isso se algum dia chegou a existir.
Terminamos!


2013


Mudei até de cidade pra tentar esquecê-lo, dessa vez eu estava confiante que não ia ficar na merda, mais uma vez, inocência a minha, decidimos ficar amigos, mas não deu muito certo, logo brigamos feio, e nos excluímos de tudo, e isso foi em 2013.
Um mês depois, certinho, veio uma amiga minha com um print nada feliz, ele estava em um relacionamento sério. Poxa, aquilo acabou comigo, mas fiquei na minha, afinal, fazer o quê, né?
Um amigo dele veio me perguntar como eu estava mediante a isso, pois ele também foi pego de surpresa, eu apenas respondi “tô ótima, ele estando feliz é o que importa”, mas querendo responder “eu to morrendo de dor”.
Doeu vê-lo se relacionando com outra pessoa, mas em nenhum momento eu desejei que eles fossem infelizes. Toquei a minha vida, tentei seguir em frente.

Tem um conhecido dele que ficava de graça comigo, mandava mensagens, comentava em todas as minhas fotos, me ligava, e fazia questão de se mostrar presente em minha vida, resultado? O João ficou sabendo e veio me xingar, acabou comigo, mandei ele se fuder e cuidar da vida dele.. que cretino, né? Namorando veio me cobrar as coisas, fiquei possessa de ódio, ai fiz questão de ficar com o amigo dele, fiquei MESMO.


2014


Foi o ano que a gente só se falava pra brigar, não passou um mês que a gente não se matava via whatsapp, numa dessas brigas feias que nos tivemos, acho que foi a última, ele disse pra mim: “queria nunca ter te conhecido, quando alguém nasce pra ser ridícula, ela morre ridícula”.
Isso pra mim foi o FIM, dei um block nele, e tentei enterrá-lo.
Minha vida pós término foi a melhor, sai, bebi, viajei horrores, conheci tanta gente nova, fui muito feliz, muito mesmo, mas era infeliz toda vez que pensava nele. Eu ainda o amava. Não interessa com quem eu me relacionava, era ele que eu amava, que sempre amei…. Mas nem por isso fiquei atrás, ou morri por causa desse maldito sentimento que nunca passava.


2015

Pois bem, em maio de 2015 eu sofri um grave acidente de carro, quase morri, tive politraumatismo, problemas nos pulmões e fiquei em coma quase 15 dias.
Quando acordei, minha mãe disse que ele tentou, por vezes, entrar na UTI, ficou desesperado querendo notícias, ligou pro meu pai diversas vezes chorando, quando fui transferida para o quarto ele pediu autorização para que pudesse me visitar, e eu não deixei.
Não queria vê-lo! Depois de quase dois meses internada, eu tive alta.
Ele pediu novamente para me ver, e eu acabei deixando, porque jurei pra mim mesma, que ia ser a última vez que eu o veria, que falaria, que o abraçaria.
Ele foi até minha casa. Vê-lo novamente me deu uma angústia, ainda mais por ver no dedo dele uma aliança gigante de compromisso, fingi que aquilo era normal. Quando ele se levantou para ir embora, ele me abraçou e disse “tudo que você precisar pode contar comigo, você é muito especial, quase morri de preocupação, se cuida, qualquer coisa me liga”.
Abracei ele, e deixei ir com ele todo rancor, sentimento ou esperança de um dia tê-lo em minha vida.
Não é que deu certo isso? Quando fiquei melhor, fui para um barzinho, e conheci um rapaz, muito bacana, me interessei por ele. Hoje em dia namoramos a quase 7 meses, deixei o fantasma pra lá, e realmente segui em frente.
Tô amando e tô feliz.
Abri meu peito pra quem não tem medo de ser feliz, medo de demonstrar que me ama, medo de fazer de tudo para dar certo. Essa semana eu recebi a triste noticia que João está solteiro, e ainda comentou com uma amiga em comum “pena que está namorando, queria conversar com ela…”

Moral da história: tem que deixar partir, tem que deixar ir, para que coisas melhores e MAIORES possam vim ao nosso encontro!”
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Agradeço a A., imensamente, por ter compartilhado essa história comigo.
Acho que ela disse o que precisa ser dito e não é necessária uma finalização minha aqui.

Apenas se deem a chance de serem felizes, deixe ir…

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