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Meu nome? Destino

 
Você não vai acreditar. 
Sabe aquelas propagandas de perfume onde uma mulher linda vem andando e tudo parece ganhar vida? 
Pois é, ela existe. 
 
Calma, calma. 
Eu sei que sua cabeça cética já está querendo dar pra trás e pensando algo como “me poupe, é só uma propaganda, é só uma atriz, é só uma personagem pra fazer vender o perfume seu bobo”. 
Tudo bem, você tem todo o direito. 
Até porque, talvez eu seja mesmo um bobo. 
Pelo menos é o que ela deve pensar de mim depois daquele esbarrão desastroso que deve ter deixado alguma mancha roxa naquela pele tão branquinha. 
E apesar das tantas desculpas de minha parte, foi um esbarrão totalmente premeditado. 
Claro que a intenção não era derrubá-la no chão, deve ter sido a emoção do momento por ter encontrado uma mulher tão perfeita quanto Alice.
 
Ah sim, o nome dela é Alice. 
E sim, ela é perfeita. 
Se vê no brilho do olhar e no sorriso fácil que ela tem. 
Se sente pela voz com sabor de palavras sinceras, tão rara hoje em dia. 
Se um dia encontrar com ela perdida na rua não se assuste. 
Ela sabe  que sempre encontramos muitas coisas quando nos perdermos. 
 
Ela é assim. 
Gosta de se encontrar. 
Gosta de falar com ela mesma. 
Elabora discussões. 
Debates. 
Não duvidaria se já tivesse armado um tribunal interior algum dia, só pra decidir sobre quem estava com a razão, a circunstâncias ou ela.
 
Quanto ao meu esbarrão com ela, foi coisa rápida. 
Ela logo se levantou e saiu sorrindo. 
Não era do tipo de reclamar muito dos fatos (eu disse, perfeita). 
Deu uma leve ajeitada no vestido, passou a mão nos cabelos e continuou. 
Mas tudo bem. 
 
Foi como eu planejei. 
Só o prazo de me apresentar.
E mostrar pra ela que eu também estou nessa história toda. 
Meu nome? 
Destino.
 
– Destino bobo esse meu, deve gostar de brincar com a minha cara! – ela disse entrando no ônibus – tinha que me fazer tropeçar bem na frente daquele gato??
 
Encontrou um assento vago no ônibus. 
Milagre. 
 
– E além de gato é atencioso, qualquer um teria fingido que eu nem existia ou teria rido. Mas não ele. 
Já era fim de tarde e o céu já ia alaranjado beijar o concreto. 
O telefone tocou. 
 
– É.. Ganhei um joelho roxo, mas pelo menos acho que terei algo interessante pra sexta a noite. 
 
Missão cumprida.
Por: Noyuke

 

Leia mais em: Entre Noys

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