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O que esperar do filme “Como eu era antes de você”

Como muitos devem saber, o filme “Como eu era antes de você” (Me before you), é baseado no best seller  de mesmo nome. Portanto, acho imprescindível esclarecer que esta crítica é baseada apenas no filme, não há comparações com o livro.
Emilia Clarke (“Game of Thrones”) interpreta Louisa, uma jovem que sustenta sua família, já que seu pai encontra-se desempregado. Ela é contratada por uma rica família para cuidar de Will (Sam Claflin, de “Simplesmente Acontece“), após ele sofrer um acidente que o deixa tetraplégico.
 
Louisa, uma pessoa loucamente carismática, surge como um furacão na vida de Will, que está totalmente rabugento, por não pode fazer mais nada a não ser ficar sentado em uma cadeira mexendo a cabeça e alguns dedos da mão.
Ela o faz, aos poucos, enxergar que a vida dele não é só ficar assim. 
Que ainda pode aproveitar a vida, mesmo estando paralisado.
 
Durante o filme, Emilia Clarke nos conquista com sua atuação propositalmente exagerada e nos faz torcer para que eles se apaixonem (o que, obviamente, acontece). O Will que nos é apresentado como alguém ranzinza, se transforma com a presença dela, algo que é notável tanto pela família do personagem, como pela fotografia do filme que, a partir daí, passa a usar cenas muito mais coloridas para transmitir ao público tal mudança.
 
Poderia dizer que é aquele filme “água com açúcar” de todo romance, com ótimas atuações e que faz seu papel de emocionar (tanto para as alegrias quanto para as tristezas), mas não é o caso.
 
O legal dele é o fato de não mostrar que o amor cura qualquer coisa (como ficar tetraplégico), mas que ele pode causar um impacto gigantesco em como você encara a vida. Que o amor pode fazer alguém que fica impossibilitado de fazer esportes radicais e gastar dinheiro de qualquer maneira, viajar mundo afora, enxergar o mesmo mundo de uma forma diferente, em que o que importava antes, não faz mais sentido. Mostra que existe ALGO neste mundo que, se você encontrar, mesmo por pouco tempo, terá feito sua vida ganhar um sentido.
 
O filme, como creio que imaginam, não fará com que deem risadas no final, mas o foco não é esse. Encare-o como uma lição, como uma forma de repensar como lida com acontecimentos na sua vida. Tendemos a falar muito mais do ruim que acontece do que do bom. Transforme isso. Palavras tem poder. 
 
Por: Rafael

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