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Você a conheceu superficialmente

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O ser humano é incrível mesmo, quando tem as coisas boas nas mãos, não sabe valorizar, quando vê que perdeu, se desespera para ter de volta.

Você é um desses típicos seres humanos, e eu agora preciso dizer: não adianta querer me ter novamente como antes, agora mudou, eu mudei e talvez você não lembre, mas quando você decidiu não querer mais, eu insisti, eu fui atrás, eu busquei, eu dei a cara para bater e bati mesmo, em uma porta fechada, com uma placa que dizia: “eu não quero mais”.

Diante disto, eu vi que o problema de insistir demais é que quando não dá certo, o sofrimento vem demais também, e eu aceitei o que me restou, juntei os caquinhos da expectativa que estavam lá esparramados em frente a sua porta fechada, os guardei em um lugar bem protegido para ela se recompor, e falei que ela só poderá sair de lá por alguém que valha a pena, alguém que seja inteiro e que não me faça insistir tanto como foi com você, alguém que só me faça insistir em pedir para parar de me fazer cócegas.

Enquanto isso, você achou que eu não tinha construído uma porta para fechar, não é? Conhecendo as minhas fraquezas, achou que não seria capaz de transformá-las em fortalezas? Pois é, agora não adianta vir comendo pelas beiradas, por que desta vez quem encontrará uma porta fechada será você, com placas penduradas feitas por mim: “precisei de você para me amar mais e sou grata”, “você teve chances ilimitadas e não soube aproveitá-las, agora vá em frente e não ouse mais bater em minha porta”.

Apesar de tudo, eu sei que você vai lembrar daquela que foi “reinventa” e ao mesmo tempo emotiva, daquela que defendia as próprias opiniões e batia de frente mostrando que você não é o único certo no mundo, daquela que parecia ser séria mas com você ria de qualquer besteira, daquela que sem elegância erguia os pés no painel do carro, daquela que talvez tenha falado verdades que nunca nenhum amigo seu teve coragem de falar, daquela chata que queria saber tudo do seu dia mas que você a magoava por ser escroto o suficiente de ignorá-la, daquela que você chamava de insegura, mas nunca soube olhar para si e ver que o inseguro na verdade era você, por não querer conhecer melhor aquela louca, por não saber como ela realmente é, por não reconhecer que as brigas só aconteciam quando estavam longe um do outro e quando você decidia sumir sem valorizá-la, ainda se ofendia quando ela agia com você de forma indiferente. O inseguro em tudo isso foi você, por que se fosse mais corajoso, não iria abandonar tudo aquilo, não iria deixar de querer conhece-la mais, não iria mandar ela ir embora da noite para o dia, por que menino, você a conheceu superficialmente.

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