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Por que você sofre de ansiedade?

“As incertezas nos angustiam, as dúvidas nos rodeiam.”

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Você já se fez essa pergunta? Provavelmente sim.
Há inúmeras respostas para ela. Dentre elas, possivelmente a sua rotina e a vida acelerada sejam os maiores gatilhos para você se tornar uma pessoa ansiosa.

Mudanças históricas nos trouxeram transformações sociais, como foi durante a Revolução Industrial, em que interesses e prioridades foram modificados e o indivíduo tornou-se, a partir desse momento, um instrumento de produção. Essas alterações são sentidas até hoje no nosso meio.

Tudo está acontecendo com muita pressa, vivemos em uma geração totalmente conectada, temos acesso a todo instante a qualquer informação. Fazemos o tempo todo escolhas, onde vamos sempre temos em vista diversas opções. As incertezas nos angustiam, as dúvidas nos rodeiam. O dia a dia nos deixou impaciente. A pressão e o medo que colocamos no anseio de conquistarmos nossos objetivos pra ontem, fazem com que todos esses fatores nos convertam em pessoas ansiosas.

No início deste ano, foi feita uma pesquisa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em que foi constatado, com um dado alarmante, que 33% da população mundial sofre de ansiedade, sendo que São Paulo, com cerca de 29,6%, possui o maior índice de pessoas com distúrbios psíquicos no mundo.

Levando em consideração esses dados, fica fácil entender a ligação do nosso cotidiano com a ansiedade.

Durante meus dois anos de psicoterapia, descobri que faço parte desse índice e nesse meio tempo de autoconhecimento que a terapia me proporcionou, encontrei pessoas que também sofrem do mesmo mal e que na sua imensa maioria desencadearam a ansiedade por conta de suas rotinas incessantes.

Desde que me conheço por gente, sempre me considerei ansiosa. Nos tempos de escola, especialmente no período de provas ou apresentação de trabalhos, eu me sentia nervosa, com frio na barriga, as mãos geladas e até vontade de chorar eu tinha. Mas eram situações que eu encarava, com meus receios, porém de cabeça erguida.

Fui crescendo, novas responsabilidades surgiram, responsabilidades pesadas e que só dependiam de mim, precisei encarar, o medo me dominava, não foi fácil. Naquele momento, eu entendi que a vida não seria como eu imaginava nos tempos de escola, o medo não era mais de apresentar um trabalho ou fazer uma prova, era o medo de encarar a vida. A realidade bateu em mim no mesmo instante com uma força descomunal. Doeu muito, ainda dói.

A ansiedade passou a ser minha maior inimiga, os sintomas mudaram e minha rotina também.

A busca pela orientação de uma psicóloga foi a melhor decisão que poderia ter tomado. Ser uma pessoa ansiosa é muitas vezes encarado pelos olhos dos outros como algo banal, sem importância ou até algo que simplesmente “é coisa da sua cabeça”, você ouvindo isso constantemente passa a acreditar e não reconhecer que as crises de ansiedade devem ser investigadas e tratadas. Eu acreditei nisso por um longo tempo.

Por mais negativa que seja a ansiedade, devo confessar que se não fosse por ela, talvez não pensaria tanto, não me entenderia, não me incomodaria, talvez me tornaria uma pessoa menos compreensiva, menos tolerante e menos paciente.

Um ansioso só precisa de alguém que possa entendê-lo, só precisa de empatia, alguém para ouvi-lo, um abraço. Mas o tempo, ahh o tempo, as pessoas não têm esse tempo, elas estão sempre com pressa. Tudo que um ansioso quer é desacelerar, é tranquilidade, tudo que o mundo não nos assegura.

Lidar com a ansiedade nunca será fácil, mas quando você consegue entendê-la e entender por qual motivo ela está te incomodando, já será um grande passo para amenizar essas angústias.

É um longo caminho a ser percorrido e, por vezes, você andará sozinho, mas não desista, jamais! Pense que a única pessoa que pode mudar isso é você, apenas você. Busque um psicólogo, pratique o autoconhecimento. Essa é uma forma de se libertar.

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