Obrigada 2016

“Hoje eu vou deixar aquele velho eu. E hoje eu vou buscar um jeito de mudar. Hoje eu estou bem, eu estou tão bem que podia iluminar o céu.”

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Eu tinha esperança que este seria um ano diferente. Ano repleto de experiências boas, sem velhos hábitos e pessoas tóxicas. Eu sabia exatamente o que precisava mudar, e de forma mais clara; o que queria mudar. Eu possuía a sensação de fogos de artifício no céu, ou as borbulhas causadas pela champagne. Eu tinha a vontade, e quando se tem vontade; as coisas, elas parecem ser mais fáceis; não foram.

Repetia os mesmos erros, caia nas minhas próprias armadilhas, a dificuldade de dizer adeus a sentimentos apareciam em loops infinitos. Eu exigia mudança de todos ao meu redor, mas eu permanecia inerte. Cometia os mesmos erros, e me justificava na falha de terceiros. Eu era a coitadinha e o mundo estava contra mim.

Houve dias difíceis, eu tive vontade de desistir. Eu planejei fugas, mas quando se mora sozinha fugir de casa não parece uma opção sensata. Eu chorei mais do que planejava para este ano, mas desta vez eu não estava sozinha. Eu quis me afastar de todos, mas algumas pessoas ainda acreditavam em mim e ficaram mesmo contra a minha vontade. Eu não frequentei a academia, acordei no máximo três dias antes do horário previsto para fazer aeróbico em jejum. Não guardei dinheiro. Continuei comprando parcelado no cartão e passando no supermercado para comprar barras de chocolate.

Eu implorava aos céus para o ano acabar, eu não estava tomando mais remédios para depressão, mas não estava feliz com as situações da minha vida. As crises de ansiedade eram constantes. Eu estava completamente cega. Extremamente cansada para ver algo bom de 2016, mas eu permaneci. Talvez amparada por algumas pessoas queridas. Eu ainda tinha aquele sentimento inicial de querer, e como sabem quando a gente quer…

Analisei calmamente minhas atitudes. Não foi fácil perceber que o problema era eu, aliás, minhas atitudes em relação às situações que surgiam. Eu queria, mas eu precisava claramente mudar. As coisas não eram nem um pouco fáceis, mas eu não poderia permanecer reclamando e sendo vitima das situações. Eu precisava agir.

Eu queria, eu precisava e eu mudei. Abandonei a pessoa que fui por tantos anos, eu como sempre estava apegada, aquela pessoa. Eu não era uma pessoa ruim, eu apenas não fazia o suficiente para ser uma pessoa boa. Boa comigo mesma. Eu joguei fora muletas, justificativas e hábitos. Assumi a responsabilidade pelos meus erros, pela fatura do meu cartão e principalmente pela minha própria felicidade. Eu fechei os olhos para o problema dos outros, ou o erro deles. Eu tinha que me ocupar com tomar pose da minha felicidade.

Hoje sou extremamente grata por 2016 pelos tropeços, e erros cometidos. Eu sou uma pessoa totalmente diferente de quem fui por tantos anos, e a pessoa que carreguei durante boa parte do meu ano. Eu tenho a certeza que 2017 vai ser um ano diferente, mas porquê eu me tornei uma nova pessoa, e assumi outra postura em relação as adversidades da vida. Atitudes novas,  as quais sempre cobrei de todos e nunca fiz por mim mesma. Sou grata por todas as oportunidades que surgiram este ano.

O amadurecimento pessoal, evolução espiritual e a paz  não estariam aqui agora sem o caminho que percorri. Foi um ano de encerra de ciclos e eu estou preparada para o ano novo, e todas as coisas novas que virão com o meu novo eu. Não vai ter lista de resoluções, nem pedidos especiais. Eu apenas quero paz e desejo isso a vocês. Estar em paz com nós mesmos, para assim estar em sintonia com todos os outros.

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