Porque o amor é simples

“O amor é procura, é abraço, é cheiro, é carinho e é beijo. É se sentir amparado e seguro mesmo quando tudo parece estar perdido. É sossego, liberdade e zelo.”

vigor-fragil

O que eu mais gosto no amor é que ele não precisa de grandezas para acontecer. Só precisamos estar atentos e ter a capacidade de enxerga-lo na sutileza da vida. Porque o amor em nada tem a ver com os encantos dos livros ou com as histórias das novelas, ele acontece mesmo é longe dos holofotes. O amor se parece mais com aquele aconchego depois de um dia cansativo de trabalho. O amor é procura, é abraço, é cheiro, é carinho e é beijo. É se sentir amparado e seguro mesmo quando tudo parece estar perdido. É sossego, liberdade e zelo. É proteção, querer bem e ter cuidado. É querer perto, e morrer de saudade quando estiver longe. É entender que a distância não separa, mas aumenta a intensidade. É saber que não é sentimento, mas sim, uma escolha. É escolher o outro mesmo depois de brigar. É brigar, sentir raiva, mas morrer de vontade de falar novamente.

Amor até tem a ver com frio na barriga, contudo, precisamos entender que não é isso que sustenta a relação. Amar alguém é valorizar os momentos, é fazer com que os momentos aconteçam. É se desligar de tudo e parar um tempo pra rir até a barriga doer. É fazer cócegas e comer brigadeiro de panela. É enxergar beleza em meio aos defeitos. É saber dos defeitos e amar mesmo assim. É não desistir somente por não querer que o outro não desista de nós. É lutar e ir até o fim, mesmo quando as coisas parecerem impossíveis de dar certo. Porque o amor de verdade não desiste tão fácil. O amor é insistente, paciente e bondoso. Nunca ciumento, passa longe do orgulho e não se afunda na vaidade. Pois quem ama não pode ser egoísta, grosseiro e nem guardar rancor. O amor jamais vai se alegrar com a injustiça. O amor é eterno.

E o amor pode ter o jeito que você quiser desde que seja verdadeiro. Ele pode ter cor, cheiro, gosto e desejo. Pode ser de perto e até mesmo de longe, só não pode mentir. E sabe de uma coisa, eu tenho construído um amor assim primeiramente por mim mesmo. Porque a indiferença nasce na incapacidade de se ter um amor recíproco. Se eu não me amo, não posso amar o outro. Se eu não entendo o que é o amor, não posso me entregar. Por isso o amor exige seriedade e um pouco mais de entrega. Pra se ter amor, tem que se doar. E na doação é impossível não se doer. Mas o amor também é cura. E o meu desejo é que a gente se doe bastante, até se doer, até se curar.

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