Ao menos…

Mal tive tempo de fechar os olhos e já não me encontrava em meu corpo.”

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Minha cabeça pende.
O teclado do computador se assusta.
Desmaio e nem sei ainda quanto viver custa.
Se morri, morri por não estar.
Quem é que sabe quando a hora vai tocar?
Quando o alarme vai soar?
Quando a pele irá gritar?
Quando a máscara irá rachar?

Mal tive tempo de fechar os olhos e já não me encontrava em meu corpo.
Não sei aonde estava, talvez fosse um quase morto.
Não sei se me restava
Alguma chance,
Algum consolo.
Me sobrava a saliva dormente e o sangue pedindo socorro.
Sobrava a miséria delirando ou queimando no forno.

As letras vinham em muitas línguas.
As rimas eram perdidas pobremente entre dialetos.
De todas as mortes mais lindas,
As melhores são as dos vícios prediletos.
Os restos seguravam a minha mão e tudo queimava,
Menos o chão.
Menos o vão.
Menos o não.

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