Essa luz tão brilhante

 

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“Como é que num dia uma pessoa é um componente de decoração na casa (uma mesa bacana, talvez) e no outro passa a ser os canos, a fundação, a viga central sem a qual toda a estrutura desaba? Como é que uma estrela que mal se nota se transforma no sol?”

Adoro ler livros tristes. Mesmo! Gosto de me comover com as histórias. Derramar lágrimas. Sentir a dor do personagem. Sou doida?! Talvez. Mas gosto de vivenciar as faces do amor em seus altos e baixos.

Em “Essa luz tão brilhante”, a vida pode nos surpreender. A generosidade humana também. A amizade sem interesses. E o amor juvenil provar que pode ser forte, autêntico e intenso.

O livro de estreia de Estelle Laure, que mora no Novo México, é daqueles que nos conquista e não queremos largar até chegar a última linha.

A personagem principal é Lucille. Aos 17 anos, ela precisa enfrentar sozinha a tarefa a de cuidar da casa e de sua irmã mais nova. Aprende a se virar, arruma um emprego, dribla as perguntas na escola e os olhares curiosos na vizinhança. Lucille está só. Presenciou um surto psicótico do pai, que agrediu a mãe e logo depois foi internado. A mãe não conseguiu lidar com a situação. Viajou por dias e não mais voltou.

No pior momento de sua vida, Lucille encontra solidariedade na amizade de Eden. E descobre em seu irmão gêmeo, Digby, um amor que vai fazer seu coraçãozinho bater mais forte mesmo nos dias mais difíceis.

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