Séries/Filmes

Dica de Filme: Her.

Eu tenho a grande tendência a assistir alguns filmes clássicos depois que TODO mundo já viu e sempre acho que é melhor não falar nada a respeito para não fazer papel de boba, mas acho que no caso desse filme, me rendo ao papel se isso fizer ao menos UMA pessoa que não tenha visto enfim assisti-lo. Dirigido e produzido por Spike Jonze – diretor maravilhoso de filmes que adoro – ganhou o Oscar e Globo de Ouro de melhor roteiro original, sendo estralado por Joaquin Phoenix e pela Scarlett Johansson (queridíssima, que não aparece no filme, porém vocês irão entender!), estreou no Brasil somente em fevereiro de 2014 e hoje faz parte da minha lista de filmes favoritos.

O filme retrata a história de Theodore, um escritor de maravilhosas cartas manuscritas, que divide seu tempo entre o trabalho, bad word ografia na internet, partidas de videogame, encontros com alguns amigos e lida com a melancolia de esquecer sua ex-esposa com quem manteve um longo relacionamento e estão em processo de separação. Até que um belo dia se rende a um novo sistema operacional para o seu computador – Samantha e acaba se apaixonando por ela.

Apesar de trabalhar num local especializado em produzir cartas escritas à mão, Theodore passa dias sem encostar sequer os dedos em algo ou alguém, fazendo praticamente toda sua rotina por comando de voz ou captação de movimentos, algo bem triste e sutilmente real hoje em dia, o que leva ele a flashbacks em sua época de casado onde havia bastante contato físico e muito brilho no seu dia. E é justamente por esse “buraco” deixando pela ex-esposa que ele instala Samantha, um software que é vendido em comercial com a função de escutar, entender, conhecer e aprender com a humanidade, tornando-se então a parceira ideal para ele, afinal quem não gostaria de uma pessoa ao lado exatamente “perfeita”?! 

Porém como programada para ter uma inteligência artificial perfeita, Samantha começa a simular/ter pensamentos e sentimentos cada vez mais reais, chegando rapidamente a desejar ser uma pessoa de verdade para o seu dono. E é exatamente ai que o filme te ganha com todo o roteiro e avalanche de pensamentos e sentimentos que ele gera em cada um de nós, nos fazendo questionarmos a si mesmo. Dentro desse liquidificador de sentimentos e ideias você pode tirar um apanhado de semelhanças com a própria realidade e vários pensamentos sobre porque somos e estamos desse jeito, viciados em tecnologia, imperfeitos, mas ainda cheios de amores por bilhetes feitos à mão. 

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