Contos e Crônicas Grazi

Eu te deixo ir

Nossas fotos penduradas na parede,
Me dizem do amor que um dia habitou em nós,
Mas que hoje, não querem dizer nada.

Já passou da hora de tirar todas as lembranças de nós da casa,
Das paredes,
Das roupas cheias de perfume,
E do banheiro que você ocupava.

Agora não resta mais nada, além de ecos nos corredores,
No quarto vazio que resolvi, finalmente, deixar para trás.
Mas nada disso significa que eu esqueci,
Na verdade, eu resolvi seguir para um lugar onde não teriam mais as lembranças dolorosas de nós.

Eu queria que você tivesse dito algo, ao invés de gritar por aí sem mim,
Mas seus sussurros agora, são tão baixos,
Que já é tarde demais.

Você me acusa, agora, por ter ido embora,
Mas foi você quem destruiu tudo o que nós éramos.
Foi você quem alimentou o vazio em nós,
Enquanto eu tentava preencher com o que havia restado da faísca do nosso amor.

Você acreditou que não éramos nada,
Mas quando se lembrou de todas as juras de que fomos predestinados,
Tentou apagou o fogo do ódio que depositou em mim.
Mas aí, já era tarde demais.

Não se preocupe,
Com o coração livre, eu te deixo ir,
Recomece e reconstrua o amor dentro de você porque,
Pra esse amor, nunca há tarde demais.

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