Pensamentos

Faz de conta

Era uma vez a terra do amor, onde as pessoas acreditavam nas coisas boas. Onde a empatia reinava e todo mundo sabia se colocar no lugar do próximo. Nesse lugar o ódio não existia, a beleza era deslumbrante e os bosques eram floridos. Todos sabiam ter compaixão e ajudar a pessoa ao lado sem julgamentos e estereótipos de qualquer tipo. As pessoas se amavam e cuidavam uma das outras, qualquer desavença era facilmente resolvida e colocada de lado, afinal o mais importante era amar, ser gentil e cultivar a bondade. 

Desde que o mundo é mundo as pessoas se matam na rua por pouca coisa ou quase nada. A selvageria veio embutida nessa versão do ser humano que a gente não sabe bem se vai ser a última. É pouca gente segurando o mundo nas costas, é muita pouca gente segurando o mundo para o restante passar a perna em todo o resto. É muito filho da puta por metro quadrado. 

Não basta só viver no caos, a gente se deixa corromper, por que cansa, por que não encontra ninguém ganhando a vida sendo bonzinho. A gente tem inveja, raiva, desprezo e apatia pela vida que a gente tenta criar e não consegue, por que viver em sociedade é esse grande desafio aí das manchetes sensacionalistas dos jornais de todos os dias. 

A esperança é um baita fardo de se carregar, nem sempre é justa a vida. Quem me dera ser metade de quem gostaria ser. Às vezes o orgulho me basta, ser diferente do comum e ordinário já é um baita sacrifício. Quem ama sabe como é, quem já caiu, quem já sofreu, quem já foi injustiçado. Amanhã é sempre um novo dia, e quem acredita acaba chegando sim, demore quanto for. Amar ainda vale a pena, só precisamos de mais paciência, ensinar o mundo que a empatia ainda existe e que ela vai salvá-lo quando tudo parecer perdido. Eu acredito! 

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