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Queda Livre!

Essa é uma resenha feita, especialmente, para um trabalho de faculdade, sob uma perspectiva psicológica das cenas que seguem nesse episódio, intitulado de “Queda Livre”, da série Black Mirror. Portanto, vocês perceberão uma linguagem mais formal – ou não. Decidi postar, pois relendo essa resenha acadêmica, acredito que vale a pena a reflexão.

“Queda livre” traz a tona uma questão atual e problemática: qual é o seu valor? Ambientado em cenários dominados por um aspecto de “igualdade”, nos deparamos com uma sociedade constantemente avaliada através de “estrelinhas” que se convertem em notas nas redes sociais. Tais notas dizem quem você é e o respeito que você merece. Até te permitem frequentar certos grupos e abrem portas – mas também fecham (inclusive, literalmente). É como se tudo o que você fosse, esteja baseado em meras notas. Vemos muito isso em redes sociais, pessoas que são julgadas como boas ou ruins devido ao grupo social que frequentam.

Lacie Pound é uma mulher comum na busca por um novo lar. Após encontrar a casa dos sonhos e descobrir que o aluguel é exorbitante, Lacie descobre que clientes com pontuação acima de 4,5 recebem 20% de desconto por serem Influenciadores Premium. A partir daí começa a busca da jovem pela aprovação e boa avaliação social, buscando até ajuda profissional.

Com muitas fotos espontaneamente forjadas, bichinhos, fitness, life e todas as perfeições da vida virtual, podem facilmente nos identificar em diversas situações. Até que ponto é real ou somente aparência? Finja que é importante, poste, avalie e conforme-se! Sorria, fale baixo, se desculpe e seja sempre legal! Assim a nota aumenta e os privilégios também.

Abordando a cultura da constante exposição, o episódio escancara a fragilidade das relações e a necessidade de aprovação social. Tudo bem que o episódio tem uma dose de exagero, mas ele retrata bem um documentário de pessoas que fazem tudo em prol da fama, do status e do reconhecimento. Pois realmente existem esses grupos mais privilegiados. A nossa sociedade é altamente consumista e existe essa cultura de expor o que tem e até mesmo aquilo que não temos para sermos notados.

O individualismo perverso, onde o outro é percebido como alguém inferior, que pode ser ignorado, explorado ou destruído de acordo com os interesses pessoais acaba nos levando a uma compulsão desenfreada para ter aquilo que o outro tem e aparenta ser mais feliz.

Se puder, assista esse episódio, e faça uma breve reflexão de como anda a sua vida “social”.

Vanessa Pérola

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