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O AMOR QUE FICA.

Eu ainda sinto falta dele.

Não tenho como começar a escrever sem falar isso. Depois de todo esse tempo e tudo o que aconteceu, eu ainda sinto falta desse desgraçado. Sei que falta alguma coisa, e sei que não é alguma coisa, é alguém. É o bendito. Ele mesmo. Aquele que não me quer. Aquele que nunca quis da maneira certa. Que não pensa mais em mim. Que brincou comigo de uma maneira cruel. Que foi embora para nunca mais voltar.

Eu sinto falta até do cheiro dele. Sinto falta de acordar e encontrar ele se enfiando na minha cama, ou da sua cachorra latindo por atenção. Sinto falta de olhar pro lado e ver ele babando no travesseiro na fronha ou pegar ele me olhando enquanto dormia. Sinto falta do relógio dele na minha cabeceira, e do cheiro de casa do seu xampu no meu travesseiro. Sinto falta das escovas de coração que se completavam na minha pia. Sinto falta dos beijos nas costas. Sinto falta das nossas roupas combinando e das nossas manias estranhas até mesmo na rua. Eu sinto falta do tênis verde que ele amava, e até mesmo das suas camisas de botões.

Eu me redescobri desde que ele partiu. Eu literalmente renasci das cinzas. Mas não importa o tempo que passe, eu ainda sinto falta dele. E sinto falta de mim também. De como eu acreditava nele. De como eu amava ele. De como eu sempre imaginava o nosso futuro juntos. Eu sinto falta de quem eu era ao lado dele também.Sinto que depois que ele foi embora eu deixei de acreditar um pouco. Ainda não sei se deixei de acreditar em mim, ou só no amor mesmo.

A minha vida mudou, a dele também. Eu conquistei várias coisas (e desejei ele do meu lado em todas), e sei que ele conquistou mais ainda (quis muito estar ao lado dele também). Desde que ele decidiu me virar as costas em frente ao bosque que era nosso, eu nunca mais fui a mesma. Eu nunca mais comi pão de queijo, nem brigadeiro com sorvete tablito. Eu nunca mais ouvi as músicas que a gente ouvia junto. Eu nunca mais assisti nenhum filme que vi com ele (e eu adoro rever filmes). E nunca mais parei de sentir a falta dele. Seja dentro do carro, seja na sala de cinema, seja no sofá de casa, seja quando minha mãe faz almoço aos domingos. Às vezes eu sonho que nada disso aconteceu, e ao acordar sem ele ao lado, sinto meu coração quebrar mais um pouco por causa da saudade.

E às vezes, eu penso que talvez essa saudade nunca passe.

Talvez eu nunca mais ame alguém do jeito que eu amei ele. Talvez o sofá da sala sempre pareça vazio, e o meu travesseiro sempre falte o cheiro do xampu dele. A escova de dente. O perfume da Boticário. O relógio. Talvez tudo isso permaneça fazendo falta. Talvez outra pessoa chegue, com outro xampu, outro perfume, outro relógio, outras manias.

Mas o espaço vazio talvez nunca mais se complete.

Eu acho, honestamente, que ele era o amor da minha vida. Eu só queria que eu fosse o amor da vida dele também.

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