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Bruna Frotté

Contos e Crônicas

Não serei eu

Você ignorou todas as indiretas diretas que te mandei ontem. Você ignorou aquele texto de 500 palavras sobre o quanto eu queria que tivesse sido você. Você preferiu seguir seu rumo sozinho, quer dizer, não sei se sozinho. Só sei que sem mim.

Sabe, um dia cê vai ter alguém pra chamar de amor. Alguém pra te dizer “dorme bem” antes de ir embora. Alguém que faça teu coração vibrar com um sorriso.

Que vai te beijar antes de dormir.

Não serei eu. Continue Reading

Contos e Crônicas

Podia ter sido você

 

Eu sei que você tá triste com tudo isso. Eu também tô.

Nunca quis me vingar, até porque, amor não correspondido não é crime nem maldade. Reciprocidade não é dever, não é mesmo? Eu só segui em frente, me enfiei no caminho mais propenso à tal felicidade. Cheguei lá. Continue Reading

Livros/Frases

Resenha e sorteio: Tudo e todas as coisas – Nicola Yoon

“Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre.”

Drama / Romance / Literatura Estrangeira / Jovem adulto / Ficção

Desde que vi o trailer do filme, quis muito ler o livro. Achei a história super criativa e diferente, apesar de girar em torno do famoso “amor arruinado pela doença”. Comecei a ler com as expectativas bem altas.

Confesso que, apesar de minhas expectativas estarem no topo, o livro conseguiu superá-las. A escrita da Nicola é super leve e fluída, não cansa. Você passa horas lendo e nem percebe, porque é uma leitura fácil e prazerosa demais.

Maddy tem 18 anos e nunca saiu de casa. Isso porque possui uma doença grave que a torna “alérgica” ao mundo exterior. De modo geral, ela sempre conviveu bem com isso. Estudando em casa, brincando com sua mãe e se divertindo no mundo dos livros. Mas tudo isso muda quando vizinhos novos chegam em sua vida.

Maddy se apaixonada por Olly e, com ele, passa a descobrir que viver não é apenas se manter respirando, é muito mais que isso.

— É sempre assim? — pergunto, ofegante. 
— Não — diz ele. — Nunca é assim. — Percebo o encantamento na voz dele.
E, assim, tudo muda.

O que achei do livro?

Me apaixonei pela história e por Maddy. O livro te ensina a ser corajosa, forte e a lutar pelo amor. Ensina que viver é ser feliz e não apenas respirar e sobreviver.

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Contos e Crônicas

Uma carta pra você

Quisera eu ter coragem de te escrever uma carta. Já que por mensagem no celular não deu certo e você sabe que eu sempre fui romântica demais. Uma carta diria tudo e mais um pouco, mas você sabe que minha timidez me impede de fazer muitas coisas. Ir atrás de você é uma delas. Mas deixemos todas as minhas esquisitices de lado. Se eu tivesse toda a coragem do mundo, minha carta para você seria mais ou menos assim:

Querido amor do passado,

Te escrevo porque já não aguento mais. A saudade aperta a cada dia e olhar para nossa foto já não resolve mais. Esses dois meses se tornaram pequenos perto da minha saudade. A chuva cai e já não dói mais como antes. Tanto tempo não foi o suficiente para te tirar de mim, mas foi suficiente para amenizar. Não o amor, isso nunca. Todo o pouco que vivemos parece muito agora. Foi tudo o que me restou, lembranças. Por isso não abro mão de nenhuma delas. Cada detalhe é muito.

Escrevo porque já não dá mais. Não dá mais pra sair na rua e procurar seu rosto em cada pessoa. Não dá mais pra sentir meu coração acelerar cada vez que vejo alguém parecido contigo. Ou quando sinto seu cheiro assim, do nada. O melhor que já senti até hoje. Não dá mais pra ficar triste a cada verso de uma música que descreva nós dois. Não dá mais pra aturar todos esses garotos chatos que resolvi conhecer na tentativa de achar um pedacinho seu em cada um deles. Não dá mais pra aguentar essa sensação de não saber o que foi que houve. Porque numa hora você estava aqui e em outra, lá.

Espero que você saiba que eu sinto falta de cada detalhe. Sinto falta de como você me olhava todas as vezes em que meu rosto ficava vermelho de tanta vergonha. Sinto falta de nós dois no meio daquela multidão, ninguém mais importava. Sentia como se estivéssemos a sós. Mais do que tudo, sinto falta do seu abraço apertado, do seu beijo lento, da sua mão na minha.

Muitas coisas aconteceram desde a última vez em que a gente se viu. Boas e ruins. Todas elas teriam ficado melhores e mais bonitas com você ao meu lado. E cada por do sol teria sido mais mágico com um beijo nosso na beira do mar.

Nunca tive chance de te dizer, mas além de ser médica, sonho também em ser escritora. E se um dia algum doido resolver publicar todas essas bobagens que escrevo, pode ter certeza que um rastro da nossa história vai estar em cada texto. Em cada parágrafo e em cada frase. Com uma dose da tristeza que você deixou ao me deixar aqui.

Pode parecer estranho, mas repasso todos os nossos passos todos os dias antes de dormir. É difícil me acostumar com sua ausência, já que sua presença transformou meu mundo em outro. É mesmo tão difícil… Quase impossível me acostumar com os casulos de antes, porque agora todas as borboletas se foram junto com o seu sorriso.

Queria te dizer que não entendo nada. Porque você resolveu se mandar, porque desistiu de tudo. Mesmo assim te espero todos os dias. Na rua, no shopping, no elevador, nos sonhos. Pra sempre e sempre. Assim mesmo, com todo o clichê do mundo.

Contos e Crônicas

A saudade me fez escrever

Ei, lembra de mim? Sou eu, aquela garota que você costumava chamar a noite, no meio do trabalho, só pra dar umas risadas. Aquela que escutava suas piadas sem graça, mas ria mesmo assim. Talvez pelo efeito dessa atmosfera do amor que sua voz causava. Vai saber. Eu sou aquela que dormia e acordava pensando em você. Aquela que falava coisas sem sentido o tempo inteiro e agia feito boba perto de você. E, bem, você parecia gostar.

Sempre senti um medo danado de te perder de novo. Mas de alguma forma a segurança do seu abraço me fazia esquecer qualquer insegurança. Lembra dos nossos abraços? Eu odiava quando você acabava com eles. Gostava tanto de ficar ali, sentindo seu cheiro. Saudades. É isso.

Eu costumava dizer que você era a minha realidade. Que, finalmente, eu havia parado de me apaixonar por personagens criados pela minha imaginação e conhecido a beleza que é amar algo real. E isso me fazia dançar no meio da noite ouvindo uma música boba de comercial da Natura. Confesso que as vezes até me fazia chorar de felicidade. Sabia que eu nunca tinha chorado de felicidade? Acho que devo te agradecer por isso.

Nunca soube lidar com despedidas. Não vai ser fácil, ah, não vai mesmo. Você se tornou objeto de desejo de todos os meus pensamentos desde aquele dia em que nos conhecemos. Às vezes penso que tudo seria mais fácil se eu tivesse ficado em casa naquela sexta. Mas também acho que valeu a pena o aprendizado. Nunca mergulhar por inteiro. Conhecer melhor o terreno pra depois se apaixonar. Agora eu sei.

Sinto falta de saber da sua vida por você mesmo e não por fotos no Facebook. Dos seus gostos esquisitos. Sinto falta de quando você me procurava só pra saber como foi meu dia ou aquela saída chata do fim de semana. Sempre fingia ter me divertido muito, quando na verdade havia ignorado todos os caras chatos da boate e pensado em você até quando tocava um funk sem sentido.

Acho que o pior dos erros é acreditar cegamente em algo. Ter certeza. Certeza demais nunca foi bom. Eu tinha certeza de que você era diferente quando te olhava nos olhos e você largava aquele sorriso fofo. Ou quando você me dava a mão e beijava minha testa. Sei lá, sabe? Essas coisas que transmitem paz, segurança.
Você sempre foi meu porto seguro e agora não sei mais pra onde ir. Talvez seja melhor não ir a lugar algum. Caminhar sem suas mãos nas minhas é um tanto quanto difícil.