All Posts By

Emanoel Freire

Contos e Crônicas

Todo bobo por ela

Ela é como um parque de diversões
Daqueles cheio de emoções
Com um céu estrelado
Cada estrela representando um sentimento vivo
Cada constelação um amor que é sentido
No seu coração

Tão bela quanto à bela da fera
Seu sorriso é mais aceso que uma forte vela
Fico em pleno derretimento
Todo bobo por ela
Seus cabelos voam com os pássaros no vento
Paro em pleno encantamento
Todo bobo por ela

Ela é como um show esperado
Repleto de apaixonados
Que anseiam por música
Cada segundo da sua voz é uma vibração
Cada minuto uma incrível canção
Que deixa todos vidrados
Também pelas batidas do seu coração

Tão bela quanto à bela da fera
Seu sorriso é mais aceso que uma forte vela
Fico em pleno derretimento
Todo bobo por ela
Seus cabelos voam com os pássaros no vento
Paro em pleno encantamento
Todo bobo por ela

Ela é como uma sereia na terra
Com a sua cauda transformada em lindas pernas
Que passeiam pela vida sem pressa
Cada traço do seu corpo é monumental
Cada olhar que ela atrai é natural
Eu sou como um marujo num barco inacabado
Que veleja no mar, à procura do amor
Mas só em terra firme
Que encontra esse amor

Tão bela quanto à bela da fera
Seu sorriso é mais aceso que uma forte vela
Fico em pleno derretimento
Todo bobo por ela
Seus cabelos voam com os pássaros no vento
Paro em pleno encantamento

Todo bobo por ela
Desenvolvimento Pessoal

Erva Venenosa

Você é mau, você se faz de santo na frente de pessoas frágeis como se fosse o poste de luz no fim do túnel em que elas às vezes moram. E, com isso, se aproveita delas, só pra se sentir mais forte. Mas, com o imenso rancor, eu te digo: você é um problema.

Você é parceiro da bola de neve, eu sei. Ela é como uma assistente sua, sempre pronta pra encher suas vítimas de pensamentos ruins, para, no fim, te entregar pessoas tristes, pessoas amedrontadas, cansadas, inteiramente enfadadas de viver. Elas precisam de cuidados, de coisas boas, e você não é o melhor pra isso. Você não é pra isso. Simplesmente. Eu mesmo uma vez me senti frágil, sozinho, cheio de sentimentos tóxicos aliados à ansiedade, nervosismo, TOC e amigos também tóxicos. Na época, você parecia um caminho mais rápido pra eu resolver meus problemas, mesmo sendo mortalmente. Continue Reading

Contos e Crônicas

EU ME AMO EM PRIMEIRO LUGAR

Escrevo o título Aliança espremida e clico em uma ferramenta, para pôr em negrito. Essa denominação para o vídeo com fotos nossas fala muito sobre o nosso relacionamento, mais precisamente sobre o fim. O porquê desse vídeo? Não sei. Possivelmente para parar um pouco essa saudade existente em meu coração. O computador pesa, como se meus sentimentos estivessem se teletransportando para ele.

Estávamos selados com um pacto. Ele consistia em: amar sem pressão, dar sentimentos e retribuir paixão, não ultrapassando a nossa própria. Mas você transpassou. O seu amor-próprio se esvaiu numa torneira grudada em seu âmago. E, infelizmente, você não cessou. Continue Reading

Contos e Crônicas

O meu reencontro

Acordei procurando você na cama, me sentindo sozinho. Eu realmente estava. Seu cheiro inundava o ambiente, me deixando mais enamorado. Entrementes, vários porquês se misturaram com o perfume, afinal, você não tinha nenhum compromisso àquela manhã. Mas sumiu, simplesmente. E sem me acordar, sem dar um sinal de despedida.

Eu vi uma carta em cima da sua penteadeira e impulsivamente, corri. Sentado no banquinho, pensei, pensei e hesitei antes de tocar no papel. Vislumbrei uns fios do seu cabelo entrelaçados nas cerdas da sua escova, que estava ao lado. Peguei os fios e juntei como se fossem uma simples mecha. Parecia um sonho. Parecia que você tinha feito propositadamente, só para te amar mais. E funcionou… até eu ler a carta.

Com letras grandes, o papel mais parecia um grito para mim. Mas não um grito de socorro. Era mais um grito de ira. Já sem medo do escrito, o li:
Covarde. Você é um covarde. Essa é a causa. Você não soube me valorizar, me amar e fazer me sentir apaixonada. Porque você é um covarde e sempre vai ser. Eu sentia demais, intensamente. Já você… não retribuiu, não me deu a reciprocidade. Você não se arriscava. Era só isso que eu desejava, nunca foi difícil de entender. Você e a sua mania em falar do imperfeito, do valor do amor imperfeito, dos sentimentos mais diferentes que um coração pode sentir. Coisa de covarde. Não custava você me dar a temperatura máxima da sua paixão por mim. Eu te dei a minha. E vi como foi totalmente errado. O nosso relacionamento foi errado. Acabou, terminou. Eu vou atrás de um amor verdadeiro.

Covarde. Eu não sou. Nunca fui covarde, nunca deixei de te amar, nunca menti sobre o meu amor interior, tão poderoso. Você se autoacovardou, sem que eu precisasse ajudar. Seu desejo realmente era ganhar a minha maior temperatura, mas você não quis esperar o meu fogo se ascender. Eu não iria mentir para você. Eu me amava mais do que eu te amava e isso não iria mudar. O amor imperfeito é o mais sincero, mais bonito, mas você buscava a perfeição, algo inexistente. Eu valorizei os seus sentimentos por mim, até demais. Valorizava nossos momentos juntos. Mas eu jamais iria arriscar te amar mais e mais, pois o amor vai crescendo, ele não chega completamente gigantesco. Era necessário esperar, porém, você não esperou e me deixou. Você nunca vai achar o amor verdadeiro em alguém e sabe por quê? Porque ele está em você. E você não enxerga-o porque está perdida em si mesma. Acabou? Terminou? Certo. Eu vou sentir sua falta, mas muito obrigado.

Levantei-me do banquinho após o meu desabafo pro espelho. Seu espelho, parte mais importante da penteadeira. Peguei uma sacola na cozinha e voltei para o móvel em que estava. Com o braço esquerdo, arrastei todas as suas coisas para dentro do saco, mas um pequeno frasco de perfume caiu. Abaixei um braço e o peguei, vendo que só restava minúsculas gotas. Apertei o pequeno botão, para que ele espirrasse o seu cheiro uma última vez.

Entrei no banheiro e levei a mecha do seu cabelo que juntei. Deixei que ela caísse no ralo enquanto a água também ia embora. Com uma toalha no corpo, me sentei novamente à penteadeira, e encarei meu rosto no espelho, lembrando que eu já havia me encontrado com você, mas teria que me reencontrar.

Contos e Crônicas

AGORA ELA ESTÁ BEM

Ela era infeliz com ele, ele fingia ser feliz com ela. Irônico, eu sei, mas isso realmente aconteceu, não só uma vez. Duas, três, quatro, cinco, seis vezes até… até que eles pararam de agir como duas palmeiras vizinhas. Aliás, eles realmente pareciam essas árvores, só que, vez ou outra, ele tinha suas irritações.

Eles dividiam o mesmo sol, mesmo que os raios dessa estrela gigante e quente fizessem Ela brilhar mais, dando-lhe vigor. Ele, com inveja, não sabia aproveitar a luz que também recebia. Nos fins de tarde, quando o sol desaparecia, Ele ficava amoroso com Ela, na intenção de ter o seu ego inflado.

Mas em todo início de noite, a lua aparece, e quando isso acontecia, Ele voltava a sentir inveja da sua parceira. Isso porque a lua iluminava Ela com mais intensidade e favoritismo. Ela não tinha culpa, porém, Ele achava que Ela era uma ladra de atenções.

Os ventos do céu a deixavam mais imponente, com suas folhas dançando alegres. Já as folhas Dele, queriam se mexer em sintonia, mas eram impedidas pelo peso dos sentimentos ruins Dele. E Ele não percebia o quanto isso o fazia mal. Ele ficou cada vez mais cego, enquanto Ela só crescia e florescia a cada dia, cada verão, cada estação. Ela nutria em si o amor, a alegria, o otimismo, mesmo que Ele a menosprezasse.

Numa noite de chuva, ele a humilhou, gritou e cuspiu palavras com nojo em cima Dela. As gotas de água caíam nos dois, e Ela, pensativa, decidiu ir embora, deixando que a água lhe deixasse purificada e forte para a sua nova jornada, agora sozinha. Ela nunca precisou Dele, e teve a certeza disso quando viu o sol, a lua, o ar e o solo fértil indo atrás de seus passos, pois não importa onde se esteja, quem sente boas emoções no coração, fica bem em qualquer lugar.