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Grazielle Vieira

O DIA EM QUE SAÍ DE CASA SEM SUTIÃ

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Foi bem assim que eu saí! E aí, qual sua opinião? Aproveita e me segue no Instagram!

Hoje eu saí de casa sem sutiã.
A minha cidade natal é interior do interior.
Precisei ir ao centro e você precisa entender que a vida se concentra no centro da cidade.
Lojas, escritórios, teatros, lanchonetes, cartórios, é o elo que liga algumas escolas aos bairros e etc.

A forma como as pessoas me olhavam, foi bizarra.
Eu estava me sentindo absolutamente confortável.
Blusa de frio e sem sutiã.
Nada de malha.
E nem se fosse.

Algumas garotas me olhavam, cutucavam a colega e soltavam risadinhas.
Outras se sentiam indignadas e me olhavam com muito julgamento.
Os homens tinham olhares nojentos.
Pareciam que nunca tinham visto seios por cima de uma blusa.
Imagina esses pobres coitados olhando um seio grande (os meus são pequenos) e bonito pessoalmente e sem nada pra atrapalhar?
Coitadas das mulheres que receberem esse olhar.

Eu não entendo o motivo disso chocar tanto a sociedade!
Já andei sem sutiã pelas ruas do Rio e pareceu que eu nem existia.
Era um ser humano apressado como qualquer outro.

Quando era mais nova, eu amava usar sutiã, justamente porque não tinha muito peito, mas hoje eu me sinto bem com essa parte do meu corpo, é proporcional ao resto, a quem eu sou.
Não deixei de usar sutiã pra chocar ou aparecer.
Comecei a ter incômodos que passaram a uma alergia bizarra e, agora, minha pele queima quando eu uso.

E sabe?
Eu não gosto mais de sutiã, eu não preciso dele, eu me sinto bem sem ele.
E sabe a sociedade julgadora?

FODA-SE!
É O MEU CORPO E COMO EU LIDO COM ELE!

Não procure se mudar se você não conseguiu mudar!

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Quando somos adolescentes e ainda dependemos dos nossos pais, surge a chance de mudar de casa, tentar recomeçar em um novo bairro, uma nova escola.
Tudo indica que isso é recomeçar, é a chance de uma vida nova, longe daqueles valentões da rua e das garotas que nos desprezam pelos corredores.

Um pouco mais velhos, temos a oportunidade de passar em uma universidade federal, mudar de cidade, transformar nossa vida, começar realmente do zero e, quem sabe, esquecer aquele amor do colégio, criando uma personalidade mais ousada.

Um emprego surge em outro estado, um relacionamento, algo inédito e imperdível! Agora sim, essa é a hora de deixar todo o passado para trás, toda uma vida de momentos infelizes e dificuldades. Essa é a hora que a vida parece nos sorrir, que o mundo parece perfeito e tudo tem colaborado a favor dos novos planos.

Mas acontece que, quando chegamos lá, novamente, não é exatamente como imaginamos. Não conseguimos esquecer o passado, deixar a vida simplesmente para trás, passar uma borracha e fazer de tudo um grande borrão. A verdade é que nossos problemas são tão nossos, que não estão presos a um lugar geográfico, estão dentro de nós e nos seguem para onde quer que resolvamos fixar moradia.

A vida não muda com uma passagem de avião, com uma atividade diferente. É claro que mudar é sempre preciso, que não devemos nos acomodar; mas o que eu quero dizer é que essa transformação acontece de dentro para fora e não o contrário. Quero dizer que não é um lugar que vai mudar a sua vida, quero dizer que é a sua moradia interna que é capaz de te trazer paz e nova conquistas, nova vida.

Não procure se mudar se você não conseguiu mudar!

O que ser quando crescer?

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Eu não sei o que quero ser quando crescer.
Apesar de bem grandinha, isso ainda não está definido dentro de mim.
Na verdade, a cada dia que passa, parece que essa questão se torna ainda mais assustadora e mutante.

Um tempo atrás, acreditava que quando estivesse perto dos 25 anos, já saberia quem sou e seria quem eu queria.
Naquela época eu também achava que sabia o que queria fazer, quem queria ser.
Eu tinha um plano.
Eu era decidida.

Mas aí, os 24 chegaram e eu ainda não tenho certeza de nada.
Já quis ser tantas coisas nos últimos anos….
Já quis começar uma nova faculdade, seguir um sonho de uma carreira meia boca, que não pagaria minhas contas, mas me faria feliz.
Quis seguir pelo dinheiro e encontrar um jeito alternativo de ser feliz.
Nada ainda deu certo.

Quando eu era criança, queria ser pediatra.
Na adolescência, por um espírito muito voraz, tinha certeza que seria advogada.
Na época do vestibular me deu vontade de fazer jornalismo, porque me descobri dentro de redações, leituras e escritas.
Durante a faculdade de Direito, pensei que poderia ser psicóloga.

As coisas mudaram muito do início dos meus sonhos, mas se tem uma coisa que não mudou, foi a minha incerteza.
Crescer não mudou o fato de que não sei quem sou e que descubro diariamente comigo mesma, com as minhas crises, inseguranças e medos.

Vejo alguns amigos no Facebook e Instagram tão decididos quanto a vida e carreira, com objetivos claros, tendo a certeza do que fazer para sempre.
Mas, e eu?
Talvez eu tenha perdido o gene das pessoas que crescem, visualizam uma meta e simplesmente seguem a todo custo.

Me perdi em meados do fim da adolescência para o começo da vida adulta.
Ainda tenho vários sonhos, porém todos são turvos demais para que eu consiga defini-los.
Vivo em um turbilhão de incertezas, com uma sensação de que a vida vem me engolindo, sem me ensinar direito a respirar no meio dessa confusão.

Apesar dos pesares, não posso dizer que crescer tem sido em vão.
Eu tenho aprendido, observado e, principalmente, amadurecido.
Andei aprendendo com meus erros e o que, definitivamente, não quero ser.
Talvez saber o que e quem não quero ser já seja um legado para deixar e uma certeza a ter.
Talvez eu esteja apenas começando a me definir sem nem mesmo perceber…

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Fonte: Isabela Freitas

Me mudei!

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Me mudei há pouco mais de uma semana.
Mudei de casa, de cidade e de estado.
Tenho mudado hábitos também.
Há toda uma magia em cima da mudança dos 20 e poucos, algo feroz em morar sozinho, seja dividindo apartamento com alguém, dividindo despesas ou pagando seu próprio aluguel sozinho.

Sou do interior de Minas,
Lá no Nordeste de Minas, pertinho da Bahia.
Agora tô Rio,
12 horas de viagem, 12 horas distante em uma cidade gigante!
(desculpa a rima infame)

O caso é que a gente se muda de lugar, mas nosso coração e nossos costumes não mudam.
Eles se teletransportam junto com a gente.
Pensamos que a mudança de cidade será transformadora, no espírito e no físico.
Os planos de academia, começar um regime com uma alimentação saudável, se focar naquele objetivo maior que te fez mudar.

A verdade que ninguém conta é que, no começo, ficamos apenas perdidos,
Meio que completamente aéreos com o fazer com nós mesmos no tempo vago.
A rotina tão fácil do lar anterior, muda e isso é um baque muito forte.

Pensamos – pelo menos eu pensava – que vamos glorificar a liberdade total,
Sair todo o fim de semana, o fim de semana inteiro,
Só beber skol beats, pedir comida pelo iFood e etecétera e tal.

A vida deixa de ser turistar pela cidade,
Deixa de ser boemia,
Vira realidade, uma realidade amedrontadora,
Pelo menos no começo.

A verdade é que no tempo livre, a gente precisa lavar roupa, fazer o almoço, a faxina, cuidar dos bichinhos (que agora só dependem da gente), economizar e sair o mínimo possível, porque todas as nossas contas dependem de nós.
Na real, sempre vamos ao supermercado com um aperto no peito e voltamos com uma facada no bolso e nem sempre sobra pra beber, porque tem mais contas pra chegar.

A realidade é que, no fim do dia, nem sempre podemos sair com os colegas novos para desestressar, porque precisa acordar cedo no dia seguinte e ir ao banco, lavar mais roupas, talvez ficar mais 05 minutos preciosos na cama. Muito mais preciosos do que eram na época de escola.
No fim do dia, a gente só quer ouvir uma voz familiar, que cale nossas agonias e nossos medos, que vieram sem serem convidados, junto com nossa bagagem.

Nada do que carregamos em nossas malas, é capaz de suprir o amor,
As lembranças,
A saudade e a solidão.

Simplesmente, porque amor não cabe em bolsas de rodinhas.

De repente, a voz dos nossos pais, por mais chatos ou injustos que eles tenham sido, é a única coisa que consegue acalmar a voz que diz “acho que você não vai conseguir” ou a solidão que nos abate, por toda a nossa vida ter sido tirada de nós e substituída por uma nova.
A voz dos nossos pais, contando as coisas mais bobas e triviais, se torna a coisa mais interessante e feliz durante todo o nosso dia, não importa o quão agitado ele tenha sido.

Apesar de todos os pesares que carregamos conosco nessa mudança dos 20 e pouco, a verdade é que só assim conseguimos dar o real valor ao que sempre precisou ser valorizado, tanto do lado de quem foi, como de quem ficou.
Outra verdade é que seguimos na esperança de que as coisas vão dar certo e que, um dia, conseguiremos ser o orgulho que queremos ser para nós e pra quem ficou pra trás, mas dentro dos nossos corações.

A esperança é o que nos impulsiona a continuar, apesar da saudade, do medo e da solidão.