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SantYuke

Contos e Crônicas

QUASE SEM QUERER – VOLUME 1 PARTE 2 DE 2

 

Em algum lugar de um estado nosso, data indefinida em janeiro de 2018

 

Olá (minha) Santy,

 

De fato, há muito nossos corações, fundidos em um só ser, sentem falta da real poesia altimétricamente construindo pontes. As mesmas que mudaram nossas vidas e nos conectaram despertaram para a vida. Continue Reading

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Quase sem querer – volume 1 parte 1 de 2

 

Algum lugar pequeno de Minas Gerais, data qualquer em Janeiro de 2018

        Olá (meu) Yuke,

Há muito não conversamos assim e nossos corações tão unidos sentem falta real da poesia declamada em versos e cartas.

A vida anda corrida… Nos dedicamos tanto a tantas outras coisas e não fazemos sequer uma pausa para nos redescobrir nesse modo que nos uniu. Assim, a plenitude toma conta de mim em cada letra decodificada nesse computador, já que sempre avisei que minha forma era feia demais para uma carta de amor.

Sim! Isso é uma carta de amor, como sempre foram! As exclamações, que achava escancaradas, aposto que mudou de ideia comigo. Somos um casal de exclamação com a posse de um amor que as merece. E que amor…

Aquele amor-casa, que levita nossas ideias e nos faz confortável em cada minúscula situação. Aquele amor-sorte trazendo a tona a fluidez espiritual e emocional de todo o mundo ao redor. Aquele amor em cor que se modifica nos nossos momentos: amarelo-mostarda-Heinz nos nossos bares, laranja-tangerina ao por do sol em misto de rosa-algodão-doce e um azul-pirulito-pinta-língua na nossa saudade.

Somos amor pra vida inteira.

Tenho saudade da métrica e das nossas formalidades tão impulsivas. Vamos voltar? E lembrando disso ainda digo “médicos nas UTI’s, larguem seus bisturis que a gente voltou” em clássico Clariceano (Falcão, nesse caso). E o faço para te lembrar de mais uma de nossas extensões… Para além de canções e leituras e comidas e escritas.

Dito isso, venha me ver. Esteja comigo nesses nossos acontecimentos revivendo nossa paixão e nosso início de tudo. Nossa escrita também é uma só.

Espero te ter aqui comigo,

Da sua sempre Santy.

 

P.s.: Sempre te escrevi poemas no fim das cartas e não seria diferente agora…

Filho do mundo

Soma-se a vida um do outro como se adiciona forma à poesia

Como um cavaleiro dançante a nível esplendoroso

Como formações afuniladas magníficas

Como paz de espírito voraz

Como o destino de

Um só.

NóS.

Contos e Crônicas

Epílogo

 

Meus dias estão gargalhando desde quando você chegou. As borboletas flutuam por todo o meu corpo e não é mais necessário nenhum par de asas: o amor nos motiva. Os olhares se encontram. A faísca acende o sorriso fogueira. Que alimenta o coração sol. Que ilumina tudo ao nosso redor. Os corpos se tocam e já não existe mais nada além daquele abraço e pensamentos conversando. Transmimentando, melhor dizendo. E sim, inventamos um dialeto só nosso… Composto de palavras que vieram da alma. Continue Reading

Pensamentos

Notas sobre ela

Aos que também sofrem, hoje resolvi pensar nos meus dramas.

Hoje senti-me trancada como antes: a vida engaiolada numa imensidão mundana.
Como se do alto de um prédio o vento rodeasse através do meu cérebro me fazendo escorrer liquor através de lágrimas, explicando a vertigem e a vontade de cair.

A dor é real.
O coração fica nas profundezas e você…
Se perde.

A prisão do sufoco trouxe o desejo iminente de liberdade.
A mais terrível amargura de um loop temporal de humor instável,
De tristeza constante,
De saída não vista.

E assim, transtornos diretos por tamanha psicose abalam os pensamentos sem fim, tal como achado pelo sofrimento.

A imensidão mora em mim.
E dentro dela mora o vazio.
E dentro, a dor intrínseca.
Cá estou dentro da dor.
Pequena e gigante diante da angústia.

Por saber das diferenças de infinidade, as tormentas do oceano estavam residindo trancafiadas em mim.
A ressaca era quem não me deixava: as águas nos limpam e o tempo embriaga.

Não se deixe fechar os olhos,
Só vire o rosto.

Respire um novo ar.
E controle sua ida, sua vida.

Dê nome ao que te aflige e assuma o poder.

Eu só.
Deixei o vento levar meus pensamentos.
Contive as lágrimas.
Resolvi deixá-los mas reviver como um eterno aprendizado.

 

Pensamentos

Breve descrição quase fisiológica sobre o amor. Ah…. O amor…!

Amor é coisa do coração. Ele chega de mansinho, estala no nodo sinoatrial e já se desvia pro atrioventricular. Invade o miocárdio num impulso elétrico intenso que dá vida e coragem. Talvez por isso tantos autores já escreveram suas frases metaforizadas sobre seu significado. Fato é que sempre esteve lá dentro da gente mas o amor que é nosso é de outro. O amor tá dentro do outro…. E quando você acha, agarra e tenta nunca mais soltar. Por isso os beijos apaixonados e a vontade de nunca mais sair dos seus braços. Por isso as inúmeras surpresas que fazem doer orbicular da boca, masseter e bucinador (de tanto sorrir). Por isso essa dedicação, esse carinho, essa proposta de estar sempre na vida um do outro. Por isso a necessidade de ser família.

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