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Noyuke

Poema de sete insônias

“Só quem abre os olhos na madrugada sabe a delícia do barulho da Lua.”

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O tempo passou, como um bicicleteiro que atravessa a rodovia.
Passou com medo dos carros e em meio à neblina.
A vida continuou, mas é claro que continuaria.
Como quem continua uma partida de xadrez sabendo que vai perder.
A vitória nunca chegou, como já era de se esperar.
Todos sabem que a derrota está em todo lugar.
Todos sabem o quanto tudo isso é comum.

A idade bateu na porta, uma carruagem a me esperar.
As estações voltando enquanto eu ficava no mesmo lugar.
O sol caindo como uma bomba atômica atrás dos prédios.
Como tem que cair tudo que é feito pra durar.
A violência andando nas ruas, usando terno e com um sorriso espetacular.
Tudo que é mais belo um dia volta a machucar.
Assim como a criança que cresce sem saber porque ficar.

A chuva que caiu nunca trouxe o alívio prometido.
Assim como a luz do dia não matou nenhum vampiro.
Mas à noite, quando o céu desaba sob nossas cabeças
No fundo da nossa insônia sabemos como é bom estar acordado.
Só quem abre os olhos na madrugada sabe a delícia do barulho da Lua.
Que sempre é tão bela quanto as coisas que nunca são suas.
Como as mentiras mais verdadeiras, fingindo estarem nuas.

Sentimentos infantis

“Sempre há o que ceder e o que dedicar. Mas não se pode mudar o que o outro é.”

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Talvez eu tenha medo sabe. Do nosso jeito. Sempre tive medo de jeitos opostos ao meu. Não que eu quisesse outro jeito. Não que eu suportasse outro jeito como o meu convivendo comigo. A propósito, creio fundamental certa oposição. Porque são os opostos que geram caos e só o caos gera ordem. Mas… As vezes me dá um pouco de medo. Um receio, digamos.

É que receio um dia perdermos o respeito suficiente pelo modo de ser do outro. Leia Mais

Por que?

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Porque?
É uma boa pergunta..

Talvez porque eu não goste de mulheres que deixam de conversar e fazem drama e, sim, das que me ameaçam com um soco na cara caso fiquem bravas com algo que disse.
Porque não gosto de meias palavras tentando me conquistar, ou me arranha entre cada reticência minha ou nem precisa querer sobremesa depois do jantar. Leia Mais

A minha neurose mora em olhos castanhos

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A minha neurose mais bela se encontra morando
Em olhos castanhos
Estranhos e despercebidos
Embebidos na noite
Escondido entre gritos e sorrisos
Perdidos
[Na noite tudo fica meio perdido]
Quase castigo meu
Eu aí contigo
Sem saber o que fazer pra me encontrar de novo. Leia Mais

Confusão de idas e vindas

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A saudade sussurra no ouvido.
O coração dispara e repara em velhos sentimentos.
A lembrança vêm à tona com a sutileza de uma bomba.

– Confronta!
Minha razão mandava.
Meu coração só amedrontava. Leia Mais