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Rachel Motta

Não vou fraquejar

Não vou fraquejar. Foto: Pexels.

Meus melhores pensamentos estão em você.
Praticamente uma ideia fixa desde o levantar da cama ao jantar.
Sempre minha mente me transporta até você.

Agora a ilusão acabou e não sei bem o que fazer.
Entendi que você não estaria aqui para mim.
Nem você nem ninguém, porque não pretendo te substituir em meu coração.

Ao menos não tão cedo.
Não tanto por sua causa ou por seu merecimento.
Por mim.
Pelos meus valores e pelo que acredito.

Se antes eu passava o dia a te esperar, hoje o que quero é estar sozinha.
Eu sei… nada parece tão contraditório quanto eu.
Não sei te dizer porque tantos temores e pudores.
Não sei porque me tornei esta garota tão insegura.

Tudo que sei é que de agora em diante seguirei meu caminho sozinha.
Sem pressa.
Sim, estou com medo, mas isso não me fará fraquejar.

Arrisque-se, meu amor

Arrisque-se, meu amor. Foto: Pexels.

Meu amor, eu só queria te dizer que a noite é muito longa e a vida é sempre um risco.
É preciso estar de coração aberto.
Não quero esquecer os nossos problemas simplesmente porque isso não nos fará ficar juntos.

Melhor lidar com eles da melhor maneira.
Do jeito que nos for possível no momento.
O amanhã realmente não nos pertence.

Então, vivamos!

Não sei se o mundo é injusto.
Ainda estou tentando descobrir se há mesmo um arco-íris no fim do horizonte.
Se aquela música foi feita para nós e que sapatos escolher para ir jantar com você.

Não, meu bem, não quero te fazer infeliz.
Ao contrário.
Só quero deixar um sorriso no seu rosto.

Sim, é preciso arriscar.
Correr e acelerar o coração.
Sem medo.

Perdoe os meus traumas.
Desculpe a falta de jeito.
Se você quiser, vamos com calma.
E juntos iremos o mais longe que pudermos, um do lado do outro.

Unidos.

RESENHA: Extraordinário

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SINOPSE: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

No Carnaval, é comum a gente vestir a fantasia, pintar o rosto, usar máscara. Adultos e crianças, não importa a idade. Mas e quando muito mais que uma brincadeira a máscara é usada como proteção emocional? Quis o destino que August Pullman não tivesse um rosto comum na multidão. Auggie é apenas uma criança. Com um rosto marcado por diversas cirurgias para amenizar uma deformidade.

Por conta das cirurgias, Auggie não frequentava a escola. A mãe se encarregava de sua educação e foi a grande incentivadora para que o garoto pudesse aprender mais que ela poderia ensinar. Inicialmente, o pai e o próprio Auggie foram contra a ideia. Era o medo de não ser aceito. Era a tensão de passar por situações constrangedoras ou ser vítima de bullying e preconceito. Ok, tudo isso e muito mais aconteceria durante as aulas na Beecher Prep, uma escola particular em Nova York, nos Estados Unidos.

O que faz de Auggie um garoto especial? Afinal, ele é apenas uma criança que tem uma irmã chamada Via e uma cachorrinha chamada Daisy. É louco por Star Wars. E amava um capacete de astronauta, que o acompanhou durante muito tempo no supermercado, no parquinho, todos os lugares.

“Para mim, o Halloween é a melhor festa do mundo. Melhor até que o Natal. Posso usar fantasia. Usar máscara. Posso andar por aí como qualquer outra criança fantasiada e ninguém me acha estranho. Ninguém olha para mim duas vezes. Ninguém me nota. Ninguém me reconhece.”

Auggie é grande e generoso. É extraordinário pela beleza que emana de seu interior. Pelo caráter e gentileza. Por ser e levar amor.

A história escrita por R. J. Palacio é um alento para as almas que acreditam num mundo melhor onde a aceitação e a bondade sejam premissas fundamentais na sociedade. Aos pais, cabe educar os filhos a aceitar e a respeitar as diferenças. Solidariedade, amor e humanidade só levam ao caminho do bem.

 

Perdida – Carina Rissi

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SINOPSE – Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos… “Perdida” é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página.

Sofia é mais uma jovem que mora em São Paulo. Bonita, independente, frequentadora de balada, melhor amiga da Nina. A vida de Sofia seguia um script tecnicamente comum ao de tantas outras brasileiras até o dia em que seu celular cai dentro de uma privada.

“Olhei para baixo bem a tempo de ver meu celular – com todos os meus contatos, minha agenda, minhas músicas – cair do bolso da calça, boiar por dois segundos e depois mergulhar dentro do vaso sanitário.”

Inconsolável com o acidente no celular, Sofia decide comprar outro com urgência e, ainda sentindo os efeitos da ressaca na noite anterior, entra na primeira loja que encontra. É alertada pela vendedora que não poderá devolver nem trocar o aparelho, por ser a última peça. E eis que de repente sua vida muda completamente de uma hora para outra. Depois de um clarão e um tropeço, Sofia se vê rodeada por uma paisagem muito diferente da metrópole que seus olhos estavam acostumados. A garota pensa ainda estar bêbada. Essa seria a única explicação para a ausência de prédios, vasto gramado e um lindo homem chegando a cavalo.

Sofia estava perdida… na mesma cidade, alguns séculos antes. A “viagem no tempo” envolve a personagem principal em deliciosas confusões em uma época em que as mulheres usavam longos vestidos e recorria-se aos cavalos ou carruagem para chegar até a cidade. Sofia, com seu all star vermelho, não queria se adaptar a essa época onde não havia celular, remédios, chuveiro, banheiro, shampoo nem mesmo caneta esferográfica. Sofia sentia falta de tudo e não via a hora de voltar para casa.

O que Sofia não contava era com a doce acolhida recebida na mansão do jovem cavalheiro que a resgatou na estrada, Ian Clarke. Bem educado, respeitador e muito generoso, Ian conquista Sofia e também as leitoras, que logo se vêem suspirando pelo rapaz. Apesar de sentir a ausência da melhor amiga, Nina, Sofia também encontra na irmã caçula de Ian, Elisa, um carinho imenso. O cavalo Storm é outra figura importante durante seus dias na mansão de Ian.

Ao mesmo tempo em que deseja muito voltar à velha rotina de jovem em metrópole, Sofia vai aos poucos amolecendo o coração e se encantando pela nova vida em uma época tão diferente. O livro, aliás, encanta justamente por essa junção de romance de época com chick-lit. Sem dúvida, uma ótima pedida na literatura nacional.

O Rastro estreia nos cinemas em 18 de maio

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Rafael Cardoso, Leandra Leal, Alice Wegmann e Claudia Abreu estrelam o filme O Rastro, que estreia em 18 de maio nos cinemas. Rafael é o médico responsável pela remoção dos pacientes de um hospital que será desativado. Só que na noite da transferência uma garotinha de dez anos simplesmente desaparece.

O filme de terror se passa em um hospital carioca, o Beneficência Portuguesa, que durante as gravações também passa pelo processo de desativação. Ficção e realidade se misturam. O hospital vira um personagem. “A gente começou a viver o filme ainda na produção porque ele estava fechando na vida real, na nossa cara, tinha uma vibração nesse local, realmente assustador”, afirmou a produtora Malu Miranda durante bate-papo com plateia no Recife.

Já o diretor J. C. Feyer explicou que a escolha por rodar o filme de terror num hospital não foi em vão. Foram oito anos desenvolvendo o roteiro. A ideia era fazer um filme de terror bem brasileiro e, para isso, nada mais assustador que um hospital abandonado com uma ala literalmente caindo aos pedaços e uma atmosfera naturalmente assustadora. “Fomos atrás do que temos de pior no Brasil, que no caso é a saúde pública, e fizemos um filme bem pensado em cima desse tema. É um drama-político-denúncia-terror”, comentou Feyer.

Confira o trailer do filme: