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Vanessa Pérola

Me recuso a ser a mesma

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Não consigo acreditar que janeiro já foi. Ontem — não necessariamente ontem, você me entende — era dezembro e eu tinha vários planos para o ano de 2016 e todos com um pontapé inicial no primeiro mês. Porém, hoje já são 19 de maio. Que lástima!

Só me restam sete meses e digo “só” porque me conheço. Sou mestre na arte da passividade. Procrastinar então, nem te conto.

Respirei fundo, olhei no espelho e disse: “Vai dar tudo certo. Calma, relaxa, você vai mudar. Você prometeu e dessa vez tem que ser diferente.”. E tem mesmo que ser diferente. Já estou nesse desamino há décadas.

Todos os dias, ao acordar, nunca tenho o que fazer. Então eu fico naquela rotina totalmente cansável. Acorda, come, assiste, come de novo, assiste, dorme, acorda, come e se deixar eu permaneço nisso eternamente. Tudo é muito automático e não precisa de muito esforço. De vez em quando deito no sofá e tenho uns diálogos comigo mesma. Como posso viver esperando sempre a próxima sexta, o próximo feriado, final do mês, a próxima virada do ano?

Poxa! Sou jovem, tenho que fazer algo para mudar, dar um jeito, tomar uma decisão acertada e sair dessa rotina desnecessária que só acaba comigo. Não dá para viver como se estivéssemos esperando somente o bonde da morte passar para pegarmos carona. Existem possibilidades infinitas para vivermos. Quem sabe contar minha história em um livro, gravar um vídeo contando experiências fracassadas, ir visitar parentes que moram longe, — aquela tia que está na foto do seu aniversário de um ano lhe segurando no colo e que você nunca mais viu, mas sua mãe insiste em dizer que ela é importante — ir a um orfanato e levar presentes. Melhor ainda, levar presença. Arrecadar roupas na vizinhança e fazer uma surpresa aquele abrigo que tem em nossa cidade. Ir a um asilo e ficar uma tarde escutando histórias das pessoas que estão ali, muita das vezes abandonadas.

Sei bem que não é de uma hora para outra que tudo isso vai acontecer, mas também sei que ficar esperando a vontade aparecer é uma cilada. Ela nunca aparece. Preciso dar o primeiro passo e buscar lá do fundo aquela coragem de querer viver tudo o que a vida pode me proporcionar. Existem histórias magníficas esperando para serem vividas por mim. O dia já está lá fora gritando e ele não espera.

Enquanto a contagem regressiva para o ano de 2016 findava eu fechei os olhos e orava muito. Não queria passar esse novo ano ansiando pelo seu fim. Mesmo com os anos acelerados do jeito que estão, quero ter a calma de saber aproveitar cada instante. E é por isso que eu me recuso a ser a mesma.

Vou me levantar, respirar fundo e tentar de novo, e de novo, e de novo. Porque viver todos os anos de forma igual não tem mais graça. Não dá pra ficar reclamando que é só tapa na cara. Tem que ter algo a mais, sempre tem!

A partir de agora é mudança e essa garota que vocês acabaram de conhecer não vai existir mais. E vou começar mudando minha playlist, ouvir umas músicas mais animadas e assistir novos filmes, chega de romance.

E tem mais. Vou descobrir o que eu, ou melhor, a minha nova versão, precisa fazer pra chegar mais perto dos meus sonhos, das minhas realizações e o que eu preciso para ser mais feliz. Eu convido você. E ai, será que topa vim comigo?

Hoje escolhi mudar a mim mesma!

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É engraçado como a gente gosta de complicar o que tinha tudo para ser simples. Vivemos buscando amizades verdadeiras, amores sinceros e relacionamentos que durem mais. Queremos pessoas perfeitas e que nos resgatem do vazio que é se sentir só. Não entendemos o processo da solidão e, por isso, nos apressamos em buscar no outro aquilo que não existe nem em nós mesmos. Então, nos frustramos quando não somos correspondidos em nossos anseios.

Só que nunca paramos para pensar que talvez o problema não esteja nas pessoas ao nosso redor. O problema não é o outro. O problema somos nós. Quando começamos a exigir do outro um comportamento que não possuímos, acabamos por ser hipócritas.

Acredito muito que atraímos aquilo que somos. E o modo como enxergamos a vida, como nos posicionamos, como cuidamos de nós mesmos e o que estamos emitindo, tudo isso vai ser uma forma de resposta para quem quiser se aproximar. Então, porque você não para um pouco de reclamar e começa a fazer uma avaliação sobre quem você é de fato?

Você é o que você atrai e somente você pode decidir as energias que vão entrar na sua vida. Eu já perdi as contas de quantas vezes reclamei das pessoas que estavam próximas a mim. Transferia para os meus amigos e os meus ex-namorados, a culpa por não conseguir ser feliz em sua totalidade. E assim, vivia pulando de galho em galho. Não conseguia enxergar que eu sou a única responsável por isso.

Precisei então, tomar uma decisão para mudar completamente a minha perspectiva sobre o que esperar dos outros. Busquei me tornar a pessoa que eu gostaria de ter por perto e uma vez que eu atraio aquilo que eu sou, aprendi a não esperar tanto das pessoas.

O início é sempre complicado, ter que reconhecer erros e pedir perdão, pode ser constrangedor, contudo, é necessário nesse processo. Procurei algumas pessoas — outras ainda vou procurar — sentei e conversei com elas. Nesse meio tempo, fiz uma faxina geral, eliminando de vez pensamentos ruins e destrutivos, deixando o passado lá atrás e guardando em meu coração apenas as lembranças boas. Afinal, somos aquilo que pensamos.

Parei de procurar o amor arrebatador e me permiti apenas viver cada momento como se fosse o último. Arrisquei-me a sonhar mais, anotei todos os meus sonhos em um caderno para me lembrar deles com certa constância. Valorizo cada detalhe existente em mim e, elogio-me toda manhã, fortalecendo a minha autoestima. Me afastei de pessoas negativas e que sempre me desanimavam. Pretendo curtir mais a vida e arrancar mais sorrisos, ao invés de esperar que me façam sorrir.

Aprendi a ser grata a Deus por tudo o que eu tenho e a não mais almejar a vida do outro. Construí pequenas pontes de volta, caso eu venha a me perder novamente. Estabeleci limites e resolvi ser feliz. Pois, ser feliz só depende de você. A felicidade não vai bater em sua porta ou cair no seu colo. É preciso buscá-la todos os dias. É preciso decidir por isso todos os dias. Antes eu tentava mudar as pessoas, hoje escolhi mudar a mim mesma.

Meu maior ato de coragem!

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Me propuseram a escrever um texto que tivesse como tema: MEU MAIOR ATO DE CORAGEM!
Bem difícil, pois quem me conhece sabe que vivo em uma constante luta interior para abandonar meus medos. Mas coragem não tem a ver apenas com atos heroicos, desafios encarados como perigosos ou coisas do tipo. Existe a coragem ligada ao nosso emocional, àquela que precisamos para enfrentar os problemas e até mesmo resolver questões internas mal resolvidas.

Bom, como todos sabem sou cristã, e no mês de março em uma conferência eu pedia muito a Deus que me ajudasse a ser livre do medo para que eu pudesse ousar mais e ter coragem para investir em meus sonhos. Bom, senti muito forte em meu coração Deus me dizendo: “Você é livre, então aja assim!”

Com isso comecei a lembrar de alguns atos de coragens que tive. Desde pequena eu sofria bullying pela cor da minha pele, pelo do meu cabelo e pela minha aparência. Por causa disso alisei os meus cachos e vivia presa em pensamentos suicidas. Mas eu fui crescendo e fui me libertando disso tudo, ao ponto de me tornar blogueira de cabelos cacheados e hoje sirvo de inspiração para tantas meninas, que como eu era no passado, se sentem feias, desvalorizadas e não sentem vontade em viver.

Assumir meus cachos está ligado ao fato de me assumir. Não foi apenas uma mudança física, pois se eu não estivesse bem resolvida internamente não iria adiantar. Eu precisei ser forte para romper com as vozes que diziam coisas contrárias sobre quem eu era de fato e assim trazer isso para fora, expondo a todos a minha mudança. Saí da condição de vitima e assumi o papel principal na minha vida. E lógico que, ainda sinto que algumas coisas em mim precisam mudar, mas essas mesmas coisas não me prendem.

Fui corajosa também quando passei por dois términos de relacionamentos e precisei me reinventar, reinventar a minha história, ou seja, começar de novo. Términos sempre exigem coragem, pois se não formos corajosos podemos viver eternamente presos em emoções e sentimentos negativos, que pode nos transformar em pessoas amargas e sem esperança. Nesse momento, eu acreditava que nunca mais seria feliz, mas hoje posso dizer que sou mais feliz do que pensei. Isso é uma verdade!

Tenho vários casos de atos de coragens, mas vocês teriam que passar muito tempo lendo. Mas se você for um leitor assíduo verá que em cada texto eu tento deixar um pouco da minha coragem e sobre o que eu aprendi a respeito disso. E sabe, ter coragem é muito diferente de não ter medo. Ter coragem é fazer mesmo se estiver com medo, é ir além mesmo acreditando que não é capaz. Por isso tente ousar mais, sonhar mais e realizar os seus sonhos, pois ao final perceberá que nem era um bicho de sete cabeças como costumamos pensar.

Seja forte e corajoso! Josué 1:9

Perdi o medo e publiquei meu primeiro livro ♥

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Oi gente, tudo bem? Decidi perder o medo e publicar o meu primeiro livro no Wattpad. Embora ele já esteja concluído, vou postar em partes, para gerar mais interesse e curiosidade. Espero muito que você goste e se identifique em alguma história que eu escrevi. Estou bem empolgada e ansiosa para receber o seu feedback, então por favor, comente, interaja, isso é muito importante! Desde agora, muito obrigada!
O nome do Livro é: “Os textos que desisti de enviar” e ele será dividido em três partes, onde cada uma contará o processo que passei para superar as grandes desilusões amorosas que eu tive. E você poderá ler toda quarta-feira,na plataforma Wattpad. Abaixo segue a sinopse do livro!

Sinopse

Quem nunca escreveu aquela carta de amor, um e-mail sobre determinado assunto, um plano para o futuro – que envolvia outra pessoa – e acabou arquivando por algum motivo? Quantas foram às vezes em deixamos de lado aquele texto por medo da reação do outro? Esse livro fala sobre isso, textos que foram escritos, nunca foram enviados, mas que tratam de sentimentos que foram vivenciados. Em cada parágrafo tento imprimir as emoções que me sufocaram em determinados momentos, o caminho para a superação e o alívio por conseguir seguir em frente.

Por isso, peço que não se limite a somente ler cada página, mas sinta os textos. Veja você, sua amiga, sua mãe, algum conhecido, veja alguém em cada página. Converse com o texto, faça anotações, marque aquele que mais gostou e que lhe chamou mais à atenção. E o mais essencial de tudo, escreva a partir dessas histórias, as suas histórias. Porque mesmo que não tenha a intenção de expor, vai ter tirado um peso das suas costas, porque escrever é se libertar.

Aproveite e se delicie com a leitura.

Abraço,
Vanessa Pérola.

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A gente se acostuma, mas não devia!

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É incrível como a gente se acostuma com coisas desnecessárias a nossa vida. Acostumamo-nos a olhar o mundo de forma errada e de um ponto de vista limitado. Olhamos através da nossa janela e não nos permitimos tirar a cortina, abrir a porta e enxergar além. Como não enxergamos além, não vemos a luz. Não se vê o sol, não se sente o ar, não se deixa encantar pelo brilho das estrelas.

Acostumamo-nos a ir dormir tarde e acordar em cima da hora. A não tomar café e comer besteira na rua. A não tirar horário de almoço e sair mais tarde do trabalho. A cochilar na aula e não prestar atenção no conteúdo que foi ensinado. A ler notícia triste no jornal acreditando que o mundo é mal assim mesmo e, por isso não vai mudar.

A gente se acostuma a ter pressa e se encher de tarefa. Mas também se acostumar a procrastinar e deixar tudo para depois. Acostuma-se com pessoas que se doam de menos, enquanto a gente se esforça para se doar demais. Acostumamo-nos a falar muito e a não ouvir ninguém.

Acostumamos a receber o amor que achamos merecer e não, o que de fato merecemos. Aceitamos os atrasos, as desculpas, a indiferença e a falta de reciprocidade. Permitimo-nos colocar alma demais em pessoas vazias. Acostumamo-nos a sentir demais por algo que não vale a pena e a correr atrás, sempre que o outro já foi.

Aprendemos a obrigar quem não quer ficar e, a desabrigar quem fica. Apaixonamo-nos pela aparência e esquecemos que, o que permanece mesmo, é a essência. Aceitamos morar no desprezo, quando na verdade queríamos morar na mutualidade.

A gente se acostuma a guardar ressentimento e a se encher de falta de perdão.  Acostuma-se com aquilo que fere o coração pelo medo de ficar sozinho. Aprende a se anular porque “é melhor ter paz, do que ter razão”. — Mesmo que essa paz seja cheia de conflitos internos. — E assim, seguimos acreditando que calar é sempre a melhor solução.

E a gente se acostuma para poupar a vida, para evitar a solidão. Por que antes, é melhor ser dois, do que viver triste sendo um. Mesmo que esse dois seja um em sua essência. A gente devia parar de se acostumar com aquilo que não é verdade, que não tem vida, que não tem cor. Com aquilo que não nos faz crescer e que nos trava o coração.

Devíamos aprender a morar na reciprocidade e a vivermos de conexão. Conexão de alma, de pensamento, de vida. Mas, se acostumar é mais fácil. E nesse processo a gente acaba se perdendo. Esquece a sensação boa de amar, se permitir e viver.

E quando chega o fim, o que a gente faz? Se acostuma, mas não devia.

Vanessa Pérola