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Diário de uma depressiva Grazi

Diário de uma depressiva 10

 

Você pode ler todos os capítulos do diário aqui!

07 de Fev 2018

 

Hoje acordei bem cedo.
Antes das 6h, pra ser mais exata. Mas me levantei às 6:47. Entrei no escritório para escrever este diário com a nossa nova bebê, a Mika, ronronando no meu colo. Tem forma mais deliciosa de começar o dia quando se acorda tão cedo? Pra mim, não. Já dito em outros diários que odeio acordar cedo, porque não sei o que fazer comigo durante o resto do dia, nessa fase fisioterapia e terapia, hoje não estou com esse problema, porque todo o dia está planejado. Continue Reading

Desenvolvimento Pessoal Feminismo Grazi

Seja sua, mulher!

Sabe aquele cara que só quer tirar a sua roupa?
Ele não merece você. Não merece essa mulher do caralho que você demorou tanto tempo para descobrir que era. Para se construir. Vai por mim, ele é só um babaca, que pode fazer com qualquer uma o que faz por você. Desculpe-me pelas palavras duras, mas, por aqui, não existem meias verdades. Continue Reading

Diário de uma depressiva Grazi

Diário de uma Depressiva 09: analisando psicólogas

 

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29 de Jan 2018

Exatamente 10 dias após o último diário, voltamos com a programação.
E que programação, meus amigos!
Na sexta, quando escrevi aquele diário, eu estava cheia de emoções conflitantes (jura, linda?), mas mal sabia eu que a tempestade que me rondava, se tornaria calmaria logo em seguida. No sábado, dia 20, fui à praia, meio a contragosto, mas como o dia estava muito quente e, neste verão, eu queria ser a nova morena do Tchan, fui, nem que fosse para ficar umas duas horas, como sempre faço. Mal sabia eu que ficaria até quase às 20h!!!! Aqui no Rio, 20 de Jan é feriado, mas a praia não estava cheia. O sol estava quente, mas não queimando a pele. O mar de Ipanema estava calmo, pela primeira vez, de todas as vezes em que fui àquela praia. Me cansei tanto com o esquema areia-mar, que no domingo, não tive forças para nenhum rolê. E foi aí que o que eu achei que seria uma boa semana, acabou comigo nos primeiros dias. Continue Reading

Contos e Crônicas Grazi

(Nós)sos nós

Tô com saudade de você.
De nós,
Dos nossos nós.

Do amassar do lençol,
Revirando a noite,
Falando da gente.

Da sua camisa sobre minha pele nua,
Depois de arrancar meu vestido longo,
Aquele que você dizia ser de moça comportada,
Que não condiz em nada comigo.

Sinto falta das risadas,
De culpar os corretores do mundo,
Das bagunças que nos metemos.

Mas sabe o que mais faz falta?
O cheiro exalando dos seus poros.
Aquele mar de marijuana com cerveja sem marca,
Sua incoerência mais coerente do mundo.

Eu amava dormir,
Mas por você eu ficava acordada com prazer,
Até cancelava o rolê, só pra te ouvir.

Por isso eu sinto saudades.
Saudade das nossas insônias,
Aquelas que se complementavam,
Que nos construía.

Sinto falta de te amar.
Sinto falta de um motivo pra te odiar.
Sinto falta de não querer você.
Sinto falta até da bagunça que você causou aqui dentro.

Mas o pior de tudo,
É o que você nunca conseguiu arrumar.

As vezes eu queria me zerar,
Começar do zero,
Bem redundante mesmo,
Mas com as marcas tão profundas que você fez em meu ser, é impossível fingir que você nunca esteve aqui.

E eu nem quero fingir.
No fim, minha bagunça de você é o que me orienta,
É meu norte,
É tudo aquilo que eu não vou desistir.

Ainda vai haver nós em nossas cabeças
Que transformaremos em (nós)sos corações
E converteremos em nós dos (nós)sos corpos entrelaçados.

 

Diário de uma depressiva Grazi

Diário de uma Depressiva 08

 

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19 de Jan 2018

Hoje eu fiz o Eduardo da Mônica, bem como a música do Renato Russo.
Abri os olhos, mas não quis me levantar, fiquei deitada e vi que horas eram.
Cedo. Era cedo demais para que eu consiga viver 24 horas sem pensamentos negativos. E isso foi forte. Não são nem 13h e eu já queria poder encerrar o dia. Fiquei deitada no quarto, com as cortinas fechadas, sem querer ver a luz. Deixando o vento do ventilador e o frescor do ar-condicionado baterem em mim, esperando com que fizessem a tristeza dos meus olhos virarem poeira e se dissolverem pra longe. Não sei quão longe, já que nem a janela eu ainda não havia aberto. Continue Reading