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Superação

Pra me desintoxicar de você

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Vou parar. Parar de tentar, de sonhar, de imaginar. Quero sair desse abismo maluco em que você me jogou. Quero minha paz de volta, aquela que foi embora com a violência dessa paixão. Vou parar de lembrar dos seus beijos e dos seus sorrisos. Vou apagar da minha mente o som da sua voz. O aconchego do seu abraço. Vou apagar todo esse filme que a cada vez que rebobina me faz apaixonar mais uma vez.

Eu pensei, por um momento, que era recíproco. Eu sonhei. Eu me joguei. Eu caí. Me machuquei. Planejei viver num futuro quando eu já havia te perdido no presente. Mas sei que não aprendi.

Saudades de você. Sentimento chato que rodeia minha vida todos os dias. Sinto falta dos seus olhos perdidos em mim. E daquela sua blusa branca com uma estampa engraçada. Do seu cabelo desgrenhado e da sua barba mal feita. Fazer o que com todas essas lembranças?

As estações vão mudar, o sentimento vai se renovar. Eu vou fazer novas tatuagens, pintar meu cabelo. Você vai procurar algum outro lugar longe de mim pra morar. Feito arranhão, sua marca vai demorar a sair de mim. E eu vou chorar. Vou escutar nossa música, escrever e ver um filme triste. Eu vou deixar cicatrizar. Eu não vou arrancar a casquinha. Porque eu sei que se eu fizer isso, sua ferida nunca vai desaparecer.

Pra falar a verdade, eu já to cansada de escrever textos sobre essa história fracassada e trágica. Eu não aguento mais. Mas é a forma que dá pra te tirar de dentro de mim. Quero pegar teus vestígios e passar pro papel, quero tirar de mim. Eu não quero mais. 

Cansei de te ligar, de te escrever, de te desejar. Cansei de te idealizar, de te esperar. No fundo eu sei. Sei que aquele beijo nunca mais vai ser meu, que aquela viagem nunca vai acontecer e que hoje em dia você planeja isso com outra pessoa. 

Sei também que vou te esquecer algum dia. Que vai passar um tempo, minha pele vai se renovar e vai ser como se você nunca tivesse encostado nela um dia. Algum dia, não haverá mais nenhum vestígio seu em mim. E eu vou seguir meu caminho, pra me desintoxicar de você.

Me recuso a ser a mesma

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Não consigo acreditar que janeiro já foi. Ontem — não necessariamente ontem, você me entende — era dezembro e eu tinha vários planos para o ano de 2016 e todos com um pontapé inicial no primeiro mês. Porém, hoje já são 19 de maio. Que lástima!

Só me restam sete meses e digo “só” porque me conheço. Sou mestre na arte da passividade. Procrastinar então, nem te conto.

Respirei fundo, olhei no espelho e disse: “Vai dar tudo certo. Calma, relaxa, você vai mudar. Você prometeu e dessa vez tem que ser diferente.”. E tem mesmo que ser diferente. Já estou nesse desamino há décadas.

Todos os dias, ao acordar, nunca tenho o que fazer. Então eu fico naquela rotina totalmente cansável. Acorda, come, assiste, come de novo, assiste, dorme, acorda, come e se deixar eu permaneço nisso eternamente. Tudo é muito automático e não precisa de muito esforço. De vez em quando deito no sofá e tenho uns diálogos comigo mesma. Como posso viver esperando sempre a próxima sexta, o próximo feriado, final do mês, a próxima virada do ano?

Poxa! Sou jovem, tenho que fazer algo para mudar, dar um jeito, tomar uma decisão acertada e sair dessa rotina desnecessária que só acaba comigo. Não dá para viver como se estivéssemos esperando somente o bonde da morte passar para pegarmos carona. Existem possibilidades infinitas para vivermos. Quem sabe contar minha história em um livro, gravar um vídeo contando experiências fracassadas, ir visitar parentes que moram longe, — aquela tia que está na foto do seu aniversário de um ano lhe segurando no colo e que você nunca mais viu, mas sua mãe insiste em dizer que ela é importante — ir a um orfanato e levar presentes. Melhor ainda, levar presença. Arrecadar roupas na vizinhança e fazer uma surpresa aquele abrigo que tem em nossa cidade. Ir a um asilo e ficar uma tarde escutando histórias das pessoas que estão ali, muita das vezes abandonadas.

Sei bem que não é de uma hora para outra que tudo isso vai acontecer, mas também sei que ficar esperando a vontade aparecer é uma cilada. Ela nunca aparece. Preciso dar o primeiro passo e buscar lá do fundo aquela coragem de querer viver tudo o que a vida pode me proporcionar. Existem histórias magníficas esperando para serem vividas por mim. O dia já está lá fora gritando e ele não espera.

Enquanto a contagem regressiva para o ano de 2016 findava eu fechei os olhos e orava muito. Não queria passar esse novo ano ansiando pelo seu fim. Mesmo com os anos acelerados do jeito que estão, quero ter a calma de saber aproveitar cada instante. E é por isso que eu me recuso a ser a mesma.

Vou me levantar, respirar fundo e tentar de novo, e de novo, e de novo. Porque viver todos os anos de forma igual não tem mais graça. Não dá pra ficar reclamando que é só tapa na cara. Tem que ter algo a mais, sempre tem!

A partir de agora é mudança e essa garota que vocês acabaram de conhecer não vai existir mais. E vou começar mudando minha playlist, ouvir umas músicas mais animadas e assistir novos filmes, chega de romance.

E tem mais. Vou descobrir o que eu, ou melhor, a minha nova versão, precisa fazer pra chegar mais perto dos meus sonhos, das minhas realizações e o que eu preciso para ser mais feliz. Eu convido você. E ai, será que topa vim comigo?

Um dia após o outro

 

Reprodução Pinterest - http://achadosdaliedaqui.tumblr.com

Reprodução Pinterest

Você foi lá, fez e falou, e agora? Não tem como reverter!
Mas isso você havia dito que era ruim e que iria melhorar, porém persiste em fazer parte dos seus atos. Aí, já magoou alguém ou deixou alguém com raiva e você se sentindo incapaz de se controlar.
– Será que tenho problemas?
– Será que as pessoas vão me suportar?

Quem nunca passou por isso? Todos temos algo que sabemos que precisamos melhorar e muitas vezes essas coisas aparecem como bomba e, quando vimos, já foi. E, de certa forma, você se viciou nessa atitude. Há muito tempo ouvi uma pregação na igreja católica de um rapaz chamado Dunga, ele sempre levantou a bandeira do Por hoje Não. Esse Por Hoje Não, ele aprendeu em um local de recuperação para drogados. O interessante é que eles usavam todos os dias o por hoje não vou me drogar e, amanhã de novo, o por hoje não e depois de novo e de novo…

Penso que, para nossos erros que prejudicam nossos relacionamentos, poderíamos usar o Por Hoje Não. E assim, dia após dia, tiraríamos isso do nosso jeito e, mesmo que um dia voltasse, não seria um erro costumeiro, mas sim algo compreensivo.

Nossa mente é poderosa demais ao ponto de curar nossas doenças com a força do querer.
Se pensarmos que iremos nos livrar de algum mau hábito isso vai funcionar!

Então convido você a fazer uma reflexão, assim como eu fiz.
O que está me prejudicando? Um pensamento? Um ato? Eleja um e somente um. E, aos poucos, vá criando palavras de ordem na sua cabeça. Até o horário do almoço não vai, por exemplo, pensar que é inferior a outra pessoa. Ao invés disso, pense outra coisa, por exemplo, pense que é inteligente. Você conseguiu ir até o horário do almoço? Então vamos estender… agora até o horário do jantar…. e se conseguiu ir até o horário do jantar… Opa! Que maravilha! Então vamos agora por um dia e assim por diante. Até esse mau costume se tornar algo que não faz parte de você.

Caso você tenha recaída comece de novo!

Força, você consegue! Eu estou conseguindo e te falo o resultado é maravilhoso!

Fica bem 😉

Meu maior ato de coragem!

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Me propuseram a escrever um texto que tivesse como tema: MEU MAIOR ATO DE CORAGEM!
Bem difícil, pois quem me conhece sabe que vivo em uma constante luta interior para abandonar meus medos. Mas coragem não tem a ver apenas com atos heroicos, desafios encarados como perigosos ou coisas do tipo. Existe a coragem ligada ao nosso emocional, àquela que precisamos para enfrentar os problemas e até mesmo resolver questões internas mal resolvidas.

Bom, como todos sabem sou cristã, e no mês de março em uma conferência eu pedia muito a Deus que me ajudasse a ser livre do medo para que eu pudesse ousar mais e ter coragem para investir em meus sonhos. Bom, senti muito forte em meu coração Deus me dizendo: “Você é livre, então aja assim!”

Com isso comecei a lembrar de alguns atos de coragens que tive. Desde pequena eu sofria bullying pela cor da minha pele, pelo do meu cabelo e pela minha aparência. Por causa disso alisei os meus cachos e vivia presa em pensamentos suicidas. Mas eu fui crescendo e fui me libertando disso tudo, ao ponto de me tornar blogueira de cabelos cacheados e hoje sirvo de inspiração para tantas meninas, que como eu era no passado, se sentem feias, desvalorizadas e não sentem vontade em viver.

Assumir meus cachos está ligado ao fato de me assumir. Não foi apenas uma mudança física, pois se eu não estivesse bem resolvida internamente não iria adiantar. Eu precisei ser forte para romper com as vozes que diziam coisas contrárias sobre quem eu era de fato e assim trazer isso para fora, expondo a todos a minha mudança. Saí da condição de vitima e assumi o papel principal na minha vida. E lógico que, ainda sinto que algumas coisas em mim precisam mudar, mas essas mesmas coisas não me prendem.

Fui corajosa também quando passei por dois términos de relacionamentos e precisei me reinventar, reinventar a minha história, ou seja, começar de novo. Términos sempre exigem coragem, pois se não formos corajosos podemos viver eternamente presos em emoções e sentimentos negativos, que pode nos transformar em pessoas amargas e sem esperança. Nesse momento, eu acreditava que nunca mais seria feliz, mas hoje posso dizer que sou mais feliz do que pensei. Isso é uma verdade!

Tenho vários casos de atos de coragens, mas vocês teriam que passar muito tempo lendo. Mas se você for um leitor assíduo verá que em cada texto eu tento deixar um pouco da minha coragem e sobre o que eu aprendi a respeito disso. E sabe, ter coragem é muito diferente de não ter medo. Ter coragem é fazer mesmo se estiver com medo, é ir além mesmo acreditando que não é capaz. Por isso tente ousar mais, sonhar mais e realizar os seus sonhos, pois ao final perceberá que nem era um bicho de sete cabeças como costumamos pensar.

Seja forte e corajoso! Josué 1:9

Caetano, Cerveja Gelada e Barba Mal Feita

“Well, show me the way to the next whiskey bar. Oh, don’t ask why…”

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Nove reais a cerveja, caipirinha em dobro até a meia noite. A dúvida sobre a escolha do sapato aumentava, enquanto as voltas no relógio aceleravam. Amante de sapatos altos, e aquela arrebitada discreta que o uso deles proporciona pela sua bunda, -falsa impressão- de uma bunda sarada, já que o tempo para frequentar a academia foi perdido depois que resolveu aprender francês. Apaixonada pelo conforto que apenas os tênis surrados, atualmente aceitos pela sociedade e blogueiras no geral, podem conferir aos seus pés cansados, provenientes de uma semana turbulenta com prazos perdidos, crises de ansiedade no banheiro, e –o que jamais admitira- descontrole e lágrimas doídas no chão da cozinha.

Optou pelo salto, pela dose de confiança extra que eles lhe traziam. Quando chegou ao bar a Cinderela tinha ido embora, levando consigo a promoção de double drink. Ambiente escuro, sorrisos sinceros, demasiadamente sinceros para alguém que estava sóbria. Celular com pouca bateria e a fatura do cartão já tinha sido fechada, levando com ele o limite e os sonhos de escapar da realidade. Escapismos utópicos. Alguns rapazes bonitos, mas tinha um cara. Ah sempre tem um cara, no caso dela esse cara sempre vinha acompanhado de uma barba. Um sorriso que enganaria sua mãe passando-se por bom moço. Ele e seu sorriso bagunçariam seu psicológico em menos de três semanas. Aquela carinha que vai destruir seu psicológico e aumentar as suas visitas no terapeuta e a conta do bar. Aquele semblante digno dos caras cafajestes de filmes americanos. Em três passos, ela já imaginou os almoços de domingo, as crianças correndo em volta da mesa, a sogra gritando, pedindo ajuda para trazer a sobremesa. Em três passos, o futuro já tinha sido detalhadamente descrito em seu imaginário, e não posso nem descrever o que ela sonhou para aquela barba.

O som era agradável, parece mentira, mas ela jura que tocava Caetano, poderia morar naqueles 20 m2 mal iluminados. O dinheiro da conta de luz estava ali dando bobeira, a cerveja embora cara permanecesse gelada. Gelada para combinar com suas mãos de defunto como já escutou por aí, gelada tal qual seu coração e o sorvete que insiste em tomar mesmo quando os dias de inverno se aproximam. Quem precisa de energia elétrica quando se tem um cara de barba e algumas velas? Ela sorria, balançava a cabeça, ensaiava cirandas, e imaginava o perigo daquela barba roçando seu pescoço. Ela queria muito mais, ele tinha cara de ser de escorpião, ela era canceriana, mas que mal há nisso, se ambos são signos da água e embora poucos saibam, adoram uma dose de sacanagem bem medida. Ela saberia lidar com isso desde que deixasse suas expectativas trancadas na terceira gaveta do armário, junto de suas calcinhas beges. A indecisão do sapato e sobre gastar ou não o dinheiro da conta de luz, usaram mais tempo que o necessário, e nesse imaginário perdido, o horário de fechamento do barzinho chegou. O som acaba e as luzes acendem.

Os sorrisos sinceros eram apenas efeito da promoção que perderá. As pessoas não são interessantes, ou ela que está mais preocupada com as contas, o trabalho, e um nódulo no seio esquerdo. Essa fase de forçar sorrisos para fingir felicidade, em um feed monocromático do Instagram, não apetecem mais a ela.

Há outros bares, outros caras, e haverá outros sons e ambientes com Caetano. Por hoje o dinheiro da conta de luz estava salvo, e a sua sanidade mental também.