Mãe, nosso primeiro amor

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Mãe,
Você é o meu primeiro amor.
O mais puro,
Mais verdadeiro
E mais intenso.

Mãe,
Você é o meu maior apoio,
A base da minha existência,
A força que me sustenta,
A luz do meu caminho.

Mãe,
Você é a minha maior certeza.
Enquanto você existir,
Jamais estarei sozinha.
Sempre terei morada em seu coração
Não importa aonde eu vá.

Mãe,
Você é pura proteção.
Colo confortante,
Abraço acolhedor
E presença consoladora.

Mãe,
Você é o meu maior exemplo
De guerreira,
Mulher,
Sabedoria,
Humanidade.

Mãe,
Você vale a minha vida toda,
Mas a minha vida sem você
Não tem valor.

Mãe,
Você é mais eu do que eu mesma.
Eu sou um pedaço teu
E você é o meu próprio ser.
Eu vivo em ti
E você vive em mim.
Mais do que sangue do meu sangue
Você é essência da minha essência.

Mãe,
O significado de amor
É tudo o que você é.
E, por ser assim,
Você é tudo no mundo.

Hoje escolhi mudar a mim mesma!

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É engraçado como a gente gosta de complicar o que tinha tudo para ser simples. Vivemos buscando amizades verdadeiras, amores sinceros e relacionamentos que durem mais. Queremos pessoas perfeitas e que nos resgatem do vazio que é se sentir só. Não entendemos o processo da solidão e, por isso, nos apressamos em buscar no outro aquilo que não existe nem em nós mesmos. Então, nos frustramos quando não somos correspondidos em nossos anseios.

Só que nunca paramos para pensar que talvez o problema não esteja nas pessoas ao nosso redor. O problema não é o outro. O problema somos nós. Quando começamos a exigir do outro um comportamento que não possuímos, acabamos por ser hipócritas.

Acredito muito que atraímos aquilo que somos. E o modo como enxergamos a vida, como nos posicionamos, como cuidamos de nós mesmos e o que estamos emitindo, tudo isso vai ser uma forma de resposta para quem quiser se aproximar. Então, porque você não para um pouco de reclamar e começa a fazer uma avaliação sobre quem você é de fato?

Você é o que você atrai e somente você pode decidir as energias que vão entrar na sua vida. Eu já perdi as contas de quantas vezes reclamei das pessoas que estavam próximas a mim. Transferia para os meus amigos e os meus ex-namorados, a culpa por não conseguir ser feliz em sua totalidade. E assim, vivia pulando de galho em galho. Não conseguia enxergar que eu sou a única responsável por isso.

Precisei então, tomar uma decisão para mudar completamente a minha perspectiva sobre o que esperar dos outros. Busquei me tornar a pessoa que eu gostaria de ter por perto e uma vez que eu atraio aquilo que eu sou, aprendi a não esperar tanto das pessoas.

O início é sempre complicado, ter que reconhecer erros e pedir perdão, pode ser constrangedor, contudo, é necessário nesse processo. Procurei algumas pessoas — outras ainda vou procurar — sentei e conversei com elas. Nesse meio tempo, fiz uma faxina geral, eliminando de vez pensamentos ruins e destrutivos, deixando o passado lá atrás e guardando em meu coração apenas as lembranças boas. Afinal, somos aquilo que pensamos.

Parei de procurar o amor arrebatador e me permiti apenas viver cada momento como se fosse o último. Arrisquei-me a sonhar mais, anotei todos os meus sonhos em um caderno para me lembrar deles com certa constância. Valorizo cada detalhe existente em mim e, elogio-me toda manhã, fortalecendo a minha autoestima. Me afastei de pessoas negativas e que sempre me desanimavam. Pretendo curtir mais a vida e arrancar mais sorrisos, ao invés de esperar que me façam sorrir.

Aprendi a ser grata a Deus por tudo o que eu tenho e a não mais almejar a vida do outro. Construí pequenas pontes de volta, caso eu venha a me perder novamente. Estabeleci limites e resolvi ser feliz. Pois, ser feliz só depende de você. A felicidade não vai bater em sua porta ou cair no seu colo. É preciso buscá-la todos os dias. É preciso decidir por isso todos os dias. Antes eu tentava mudar as pessoas, hoje escolhi mudar a mim mesma.

Porque eu ainda tenho sentimentos por você?

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Hoje eu te vi beijando outra.
Nunca tivemos nada,
Mas é como se você estivesse distante demais agora
Para isso acontecer.

E por mais que já tenham se passado anos,
Algo hoje,
Nós dois juntos, conversando sentados na calçada da rua,
Me fez perceber que você não vê o quanto daríamos certo,
Se tentássemos.

Mas você não me vê dessa forma.

E o momento que eu tento esquecer, passa por meus olhos:
Você negando que não sentia nada por mim.
O que imagino que deva ser o mesmo agora.
Mas eu ainda gosto da sua risada,
Da sua voz alta,
Do seu jeito de andar,
Das suas opiniões malucas,
Das lembranças que por algum motivo você guarda
Ou porque simplesmente porque ficamos falando alto às cinco da manhã de um domingo.

Porque eu ainda tenho sentimentos por você?

O pouco que vivemos foi suficiente para acabar com algo que nem existia.
Meu beijo ficou perdido entre todas as outras bocas que você beijou
Ao passar dos anos.

Não fomos nada além daquele beijo embriagado no final de uma madrugada de loucuras.
Enquanto você me deixava na porta de casa
Com um abraço apertado,
Um até logo, acompanhado de um olhar perdido e um sorriso largo.

Mas nessa manhã,
Eu recebi o mesmo sorriso,
Um beijo na testa
E um aceno de mão.
“Sabe-se lá quando vou te ver de novo”,
Aquilo quis dizer,
E dói confessar,
Mas é a pura verdade.

São seis da manhã,
Você partiu
E me parte saber que ainda gosto de você.

Leia mais em: Mundo Irreal

Almas cobertas e corpos desnudos

“Loving can hurt sometimes, but it’s the only thing that I know and when it gets hard. You know it can get hard sometimes it is the only thing that makes us feel alive…”

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Chega a ser bizarro ver duas pessoas que não sabem nada mais que o nome um do outro, desempenhando papeis tão íntimos, onde os protagonistas da situação deveriam, no mínimo, terem alcançado além do que os olhos são capazes de entenderem. Chega a ser ridículo, ver olhos pousados demoradamente sobre um corpo despido, enquanto a alma permanece coberta. É estranho estar nu, quando não se é capaz de despir a alma. Muito se lê sobre a ausência de conexões mentais, e a superficialidade das ligações físicas. Será que somos apenas mais um número destes clichês modernos?

Eu tenho pressa pelos seus beijos, quase fico calma quando pouso minha cabeça no seu peito, recebo um cafuné e fico rindo de alguma besteira por parcelas de segundo. A risada é verdadeira e o motivo dela faz sentido para nós. Perdão por juntar eu e você em um pronome único. Aquela conversa, um pouco mais aprofundada sobre um assunto qualquer causou um arrepio gostoso, eu quase acredito que é você, mas no meu íntimo algo me segura e fixa meus pés e todos os pensamentos românticos que um dia eu poderia ter. Eu fico trêmula quando você reveza sua mão direita entre o câmbio do carro e a minha coxa esquerda, para depois descer as escadas do seu prédio em silêncio, e torcer para não ser notada por ninguém. Dia ou outro sinto falta do convívio com alguém além de mim, pois no final de tudo eu continuo sozinha, e esse tipo de relacionamento superficial não me interessa, e nunca interessou.

A questão toda gira em torno de não querer estar com você, estar em um momento em que a minha presença basta, não tolero pequenos atos falhos, não preciso ocupar meus pensamentos com ninguém além de mim. Eu afirmo que não é egoísmo, é apenas o meu medo de deixar alguém entrar e ser molesto com superficialidades diferentes das minhas.  Eu sinto falta, eu tenho carências insolúveis, eu não tenho cartão ilimitado, eu não posso comer uma panela de brigadeiro e ligar para a minha mãe; chorando não parece uma solução sensata. A carência apresenta-se, o corpo reclama. Digito o seu nome, envio uma mensagem, sem pontuação, eu realmente tenho pressa de estar com você. Eu não quero ver o seu rosto quando eu acordo, mas estar sempre sozinha e acreditando que isto é uma opção, em determinadas épocas do mês fica notório que é solidão e quando passa, porque você bem sabe que passa, perde a graça, eu vejo que foi apenas pirraça e a palhaça fui eu.

É uma bipolaridade risível, quase chegar ser disparato usar termos médicos, para falar da minha falta do que fazer, e destes jogos de não saber o que quer, quando bem na verdade eu não sei nem ao menos o que não quero. Acordo com vontade de café na cama, e mãos entrelaçadas, mas quando lembro que vou acordar com a cara amassada e nos primeiros meses irei acordar minutos mais cedo, para escovar os dentes sem pasta de dente para você não desconfiar, escovar o cabelo antes de você abrir os olhos, eu sinto vontade de esquecer tudo e continuar com as juras de amor de 12 horas. Tento me convencer que isto basta.

Até que ponto não amar alguém com ideais românticos é algo bom? Não seria o amor que move o mundo?  Acreditar em alguém e esperar que os dias dessa pessoa sejam sublimes, ficar realizado com as vitórias de outra pessoa, ter alguém logo ali torcendo por ti e ajudando a enfrentar as adversidades da semana e de uma vida toda, aliás por que não uma vida inteira?

Um dia após o outro

 

Reprodução Pinterest - http://achadosdaliedaqui.tumblr.com

Reprodução Pinterest

Você foi lá, fez e falou, e agora? Não tem como reverter!
Mas isso você havia dito que era ruim e que iria melhorar, porém persiste em fazer parte dos seus atos. Aí, já magoou alguém ou deixou alguém com raiva e você se sentindo incapaz de se controlar.
– Será que tenho problemas?
– Será que as pessoas vão me suportar?

Quem nunca passou por isso? Todos temos algo que sabemos que precisamos melhorar e muitas vezes essas coisas aparecem como bomba e, quando vimos, já foi. E, de certa forma, você se viciou nessa atitude. Há muito tempo ouvi uma pregação na igreja católica de um rapaz chamado Dunga, ele sempre levantou a bandeira do Por hoje Não. Esse Por Hoje Não, ele aprendeu em um local de recuperação para drogados. O interessante é que eles usavam todos os dias o por hoje não vou me drogar e, amanhã de novo, o por hoje não e depois de novo e de novo…

Penso que, para nossos erros que prejudicam nossos relacionamentos, poderíamos usar o Por Hoje Não. E assim, dia após dia, tiraríamos isso do nosso jeito e, mesmo que um dia voltasse, não seria um erro costumeiro, mas sim algo compreensivo.

Nossa mente é poderosa demais ao ponto de curar nossas doenças com a força do querer.
Se pensarmos que iremos nos livrar de algum mau hábito isso vai funcionar!

Então convido você a fazer uma reflexão, assim como eu fiz.
O que está me prejudicando? Um pensamento? Um ato? Eleja um e somente um. E, aos poucos, vá criando palavras de ordem na sua cabeça. Até o horário do almoço não vai, por exemplo, pensar que é inferior a outra pessoa. Ao invés disso, pense outra coisa, por exemplo, pense que é inteligente. Você conseguiu ir até o horário do almoço? Então vamos estender… agora até o horário do jantar…. e se conseguiu ir até o horário do jantar… Opa! Que maravilha! Então vamos agora por um dia e assim por diante. Até esse mau costume se tornar algo que não faz parte de você.

Caso você tenha recaída comece de novo!

Força, você consegue! Eu estou conseguindo e te falo o resultado é maravilhoso!

Fica bem 😉